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sábado, 5 de maio de 2018

A Comovente História do Pecuarista Aldo Porto

Aldo Porto

Aldo de Queiroz Porto, nasceu no município de Ererê-CE, no dia  17 de julho de 1913, sendo Filho de Antônio Florentino de Queiroz e Maria Porto de Queiroz. Ficou órfão de pai com apenas 4 anos de idade e com 9 anos ficou órfão de mãe.

Quando completou 16 anos mudou-se para Mossoró-RN pela influência de tios, indo trabalhar como funcionário na empresa Tertuliano Fernandes, junto com seus irmãos Francisco(Chico Porto) e Elizeu. 

Aldo Porto ainda jovem foi residir em Catolé do Rocha-PB onde casou-se com Maria Lobo de Queiroz Maia, esta catoleense. Logo se iniciaram as suas primeiras atividades rurais na Fazenda Colina, esta adquirida em sociedade com seu irmão Chico Porto (ex-prefeito de Tabuleiro Grande-RN).

Com o passar dos anos e como fruto de muito trabalho se tornou um dos maiores agropecuaristas da Paraíba, com propriedades rurais em Catolé do Rocha-PB, Apodi-RN, Campo Grande-RN, Governador Dix-Sept Rosado-RN e também no CE. Foi considerado por muitos anos o maior cotonicultor (produtor de algodão) da região e proprietário do maior engenho da época. 

Aldo Porto era conhecido como pessoa de boa índole e pela sua simplicidade com todos. Ao longo de toda sua vida foi de empregado á patrão sempre respeitando todos e se tornando muito querido na região até hoje com 30 anos do seu falecimento. Em certo período foi o maior empregador rural da região, dando emprego e moradia a 225 famílias espalhadas pelas suas propriedades.

Maria Lobo e Aldo Porto.
Com Maria Lobo de Queiroz Maia, sua esposa, teve mais de 50 anos de casados e 20 filhos, onde 5 destes morreram ainda pequenos. Faleceu aos 72 anos de idade  na cidade de Natal/RN, no dia 07/05/1986, deixando 15 filhos, netos e bisnetos:

• Diomedes Lobo Porto (in memorian);
• Antônio Lobo Porto (in memorian);
• Maria Lobo Porto;
• Aldecy Lobo Porto;
• Francisca Lobo Porto (in memorian);
• Aldo Lobo Porto;
• Francisca de Fátima Lobo Porto;
• Francisco Lobo Porto;
• Irenice Lobo Porto;
• Felícia Lobo Porto;
• Aldemar Lobo Porto;
• Alcimar Lobo Porto;
• Normalúcia Lobo Porto;
• Antônio Florentino Lobo Porto (in memorian);
• Agnaldo Lobo Porto.


Matéria Por: Francisco Veríssimo de Souza Neto
Fonte: Blog Portal Tudo do RN


sábado, 3 de março de 2018

E Agora José? Onde o Brasil foi Descoberto por Pedro Alvares Cabral?


SOBRE O BRASIL TER SIDO DESCOBERTO NO RIO GRANDE DO NORTE POR CABRAL

Veja isto: se Pero Vaz de Caminha, João Faras ou o Piloto Anônimo não registraram nenhum monumento geológico, caso tivesse chegado na terra Potiguar, o que o impediria de registrar o relevante fato? Qualquer que fosse o local da primeira porção de terra avistada entre a Ilha de Marajó (PA) à Cananéia (SP), estaria ela dentro da parte portuguesa do Tratado de Tordesilhas e, sim, seria registrada/relatada. Inclusive, a rota de Cabral não foi pelo litoral norte do RN, mas sim passando a leste do RN, possivelmente entre o continente e a ilha de Fernando de Noronha (não avistada). Afinal, ele obteve conhecimento e instruções minuciosas, desde as viagens espanholas ao "futuro" continente (com os italianos Colombo e Vespúcio, os espanhóis Hojeda e Pinzon, entre outros), inclusive as experiências das viagens de Bartolomeu Dias e Vasco da Gama à Ásia, que também foi o principal objetivo de Cabral e sua frota.

A POLÊMICA DOS MONTES: CABUGI OU PASCOAL?

(sobre a ênfase de Lenine Pinto, da Reinvenção do Descobrimento)

O MONTE PASCOAL está mais perto do litoral com menos da metade da distância do PICO DO CABUGI. 
Há uma diferença de 37 metros nas alturas dos montes Pascoal (518m) e Cabugi (555m).
Ao sul do Pico do Cabugi, está a Serra de Santana com mais 750m de altitude, numa distância de 40km do Pico do Cabugi e a 106km do litoral. Sendo 30% mais alta que o Cabugi, esta serra não se sobressai à visão. Nem o Pico do Cabugi.
No frigir dos ovos, o Monte Pascoal tem mais possibilidade de ser avistado do mar, comparando-o ao Cabugi. Quanto mais distante, maior a dificuldade de visão, inclusive por outras influências como a curvatura da superfície do Terra, da atmosfera que se torna mais densa em certos horários ou períodos e a distância entre o objeto e a visão. Quanto mais distante, mais densa é a "cortina" da poluição, dos níveis da difusão de gases e partículas invisibilizando o objeto aos olhos do espectador.

VAMOS AOS NÚMEROS * Medições via satélite

MONTE PASCOAL
Distância direta da praia/mar: 27,7 km
Altitude: 518 metros
circunferência da base: 9,5 km
Distância Porto Seguro: 62,3 km

PICO DO CABUGI
Distância direta da praia/mar: 68,4 km
Altitude: 555 metros
circunferência da base: 9,3 km
Distância Porto Seguro: 91 km

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* Getúlio Moura – ainda trabalhando nesta tese do descobrimento do Brasil, compartilho com você esta parte do texto.

O Brasil foi descoberto no Rio Grande do Norte?

Não é uma brincadeira, pesquisas recentes indicam que esta foi a rota oficialmente percorrida por Cabral!

Estas pesquisas foram levantadas por um historiador potiguar chamado Lenine Pinto, que escreveu 2 livros sobre o assunto. Pena que já esgotados: "Reinvenção do Descobrimento", e "Ainda a questão do Descobrimento".

Listo aqui alguns dos argumentos levantados por Lenine, todos fatos verídicos e comprovados por seus estudos em cima de cartas enviadas entre o Brasil e Portugal, mapas da época e muito trabalho:

· O primeiro marco, o monumento mais antigo do Brasil, foi "chantado" (ou instalado) no RN. Chama-se "Marco de Touros", fincado em 1500 na praia de Touros. Hoje ele se encontra no Forte dos Reis Magos, em Natal. Segundo a história oficial, Cabral descobriu o Brasil em Porto Seguro e, em uma expedição seguinte em 1501, Américo Vespúcio chantou o marco em Touros-RN, oficializando a descoberta do Brasil. Mas a teoria de Lenine é diferente: os marcos, instalados em terras descobertas, eram, na época, uma providência privativa do capitão-mor e das esquadras patrocinadas pela ordem de Cristo. A expedição de Vespúcio era uma expedição comercial e particular, e não oficial de Portugal. Portanto, o marco teria sido na verdade, fincado por Cabral em sua primeira investida ao Brasil. 

· Cabral fez, 8 anos depois do descobrimento, uma carta ao Rei de Portugal chamada "Carta de Arrependimento ao Rei". Nela, ele informa a instalação do marco - o padrão do descobrimento - no seguinte trecho: "cumpri as instruções de vossa majestade, viajei para o ocidente e tomei posse com o padrão da terra de vossa majestade, que os antigos chamavam de Brandão ou de Brasil". Esta carta é citada também por Assis Cintra. Walter Galvanni, que fez a biografia de Cabral, também cita esta carta. Vejam que a carta confirma que Cabral já sabia seu destino, o Brasil.

· Vamos a algumas datas: em 1443, o navegador Sancho Brandão teria chegado ao Brasil (daí o nome ilha do Brandão, incluída nos mapas a partir dele). Em 1487, Pero Vaz da Cunha avistou terras já identificadas em 1448 por Andrea Bianco, como terra firme a "1500 milhas a poente", de onde se chega ao litoral do RN. A partir dele, muita gente passou pelo Brasil. Duarte Pacheco e Cristóvão Colombo, em 1498; Bartolomeu Dias e Vasco da Gama; um ano antes de Cabral ainda Alonzo de Ojeda, Juan de la Cosa e Américo Vespúcio; em janeiro de 1500, Vincente Pinzon, e em fevereiro Diego de Lepe. Se o Rei mandou Cabral fazer a descoberta oficial (tanto que vieram mais de 10 naus), o capitão teria que parar em um ponto conhecido. 

· Em 1501, o rei D. Manoel manda o navegador João de Nova em fevereiro (ou março) para seguir o trajeto feito por Cabral, no mesmo período, 30 dias (na verdade, Cabral perdeu 2 dias, segundo sua carta de bordo, com algumas tragédias, onde perderam 3 ou 4 naus, do total de 14 que saíram de Portugal; portanto a viagem normal duraria 28 dias) entre Portugal e Brasil. Ele percorreu o mesmo trajeto, passou pelo Cabo Verde no mesmo período, e chegou no Brasil em 28 dias aonde? Em Touros-RN, na Ponta do Calcanhar. Também, Cabral saiu de Cabo Verde em 20 de marco, e chegou a Vera Cruz em torno de 20 de abril. Como Cabral conseguiria fazer, nesse mesmo tempo mais 800 milhas até o sul da Bahia? Cabral saiu de Portugal em 9 de março e passou por Cabo Verde a 22. Um mês depois, poderia chegar ao RN, de acordo com as cartas náuticas; para chegar ao sul da Bahia, só lá pelo dia 10 de maio. 

· A ponta do calcanhar em Touros também foi e ainda é, confirmado pelos americanos na segunda grande guerra, o ponto mais próximo da América ao continente europeu. Tanto que foi em Natal a base aérea americana da 2º guerra. Também, conforme informado em cartas náuticas e pesquisadores americanos da 2º guerra, as correntes marítimas e o vento, os quais trouxeram os navios portugueses para o Brasil, levariam estas naus para a região extrema do nordeste, onde se encontra o RN, e não para o sul da Bahia. 

· Outro argumento extremamente importante são os 2 marcos (padrões) deixados por Portugal no Brasil nos anos iniciais do descobrimento: o primeiro em Touros-RN e o segundo na praia de Cananéia-SP. Uma carta antiga, informa que Cabral percorreu 2 mil milhas no litoral brasileiro, e é exatamente a distância entre Touros e Cananéia, onde encontram-se os marcos. Também existe um marco semelhante ao de Touros e Cananéia em Porto Seguro-BA, mas é um marco simbólico, de posse comemorativa (todos sabem, os próprios autores baianos confirmam isso). Se fossem percorridas 2 mil milhas partindo de Porto Seguro, o final seria na Patagônia, na Argentina, mais precisamente em Comodoro Rivadávia. 

· E o Monte Pascoal? O oficial, na Bahia, tem 400 metros e não consegue ser avistado a 90 km (conforme informado na carta de Caminha) por quem vem bordejando para o Sul. O Pico do Cabugi (ponto mais alto do RN) com mais de 800m sim, é visto de frente, à distância, por embarcações que vem pelas correntes marítimas e pelo vento. 

· Conta Caminha que Cabral fez um passeio a uma lagoa de água doce. As lagoas de Porto Seguro são salgadas. E o tubarão que Bartolomeu Dias matou? Tem tubarão em Porto Seguro ? Já de Recife para cima, surfista é frequentemente atacado. Também, já descoberto por cartas, foi no nordeste próximo a Touros onde se instalou o primeiro posto de corte do pau-brasil, em 1503. 

· Cabral avistou o Monte Pascoal ao entardecer do dia 22 de abril. Só que na época as ampulhetas eram corrigidas no sol-a-pino do meio-dia, quando iniciava um novo dia, o dia náutico. Assim, para os pilotos, era dia 23, dia de São Jorge. O ponto mais oriental do Brasil, o Cabo de São Roque, em Touros-RN, já foi chamado de São Jorge, antigamente. E os navegadores designavam as descobertas pelo santo do dia. 

· Gaspar de Lemos, que voltou a Portugal levando para o Rei a carta de Caminha, não informou registro de observações da costa. Quer dizer, não subiu a Bahia bordejando o litoral. Ele foi direto! Para ir direto, apenas saindo do litoral do RN. 

· As correntes marítimas traziam os navios para a Ponta do Calcanhar, em Touros, e não para Porto Seguro. Lá as correntes passam por longe, em alto mar. Os autores portugueses também afirmam isso, dentre eles Pedro Calmon. 

· Porque a história oficial transferiu de Touros para Porto Seguro o local da chegada? Os chamados "Reinós", a elite brasileira que passava temporadas em Portugal (eram chamados de brasileiros-portugueses) decidiram mudar de localização, dentre eles Gabriel Soares de Souza. Os portugueses só foram a Porto Seguro na época da colonização, por volta de 1530. Também na época não existia por lá o Pau-Brasil. Existiam todo tipo de madeira nobre, mas o Pau-Brasil não. 

Tem moral na "história"? Aprendemos nas escolas que Colombo chegou à, hoje, República Dominicana, na descoberta da América, que comemorou 500 anos em 1998. Em 1940, o exército americano e a Universidade de Harvard concluíram que Colombo havia aportado pela primeira vez nas Ilhas Watlings. Como parte das comemorações dos 500 anos da América, a National Geographic Society botou um outro exército de especialistas para descobrir onde, afinal, aportou Colombo. Eles concluíram que foi em Samana Key (ou Cayo), nas Bahamas. Essa nova história passou a ser ensinada nas escolas americanas.

Será que um dia reinventaremos a Descoberta do Brasil?

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

BRASIL: DESCOBERTO NA BAHIA, OU RIO GRANDE DO NORTE?

Na hora em que as graves crises política e econômica sugerem que o pais seja “redescoberto”, um professor e pesquisador da UFRN traz ao debate nacional, com variados elementos de provas, uma tese sobre o local onde realmente teria ocorrido o “descobrimento” do Brasil.
Lenine Pinto, advogado e escritor, demonstra com dados reais e curiosos, que o Brasil não foi descoberto em Porto Seguro na Bahia, mas sim na praia de Touros no Rio Grande do Norte, em área vizinha a São Miguel do Gostoso, esquina da América Latina”,  onde se diz que “o vento faz a curva”.
O Autor constatou em suas pesquisas, que durante a década de 40, um comandante norte-americano chamado Jonas Inghram, de uma força tarefa no Recife, deixou escrito que escolheu Natal como sua base oficial, em função da proximidade com o Cabo de São Roque, que é o ponto mais estratégico no Atlântico Sul.
Esse militar afirmou, que em Salvador teria uma melhor base, mas a distância de 400 milhas a mais fazia uma grande diferença.
Em função do “achado histórico”, o professor Lenine indaga “como é que estas 400 milhas não iam fazer diferença para naviozinhos a vela, cheios de gente e dependendo de vento na época da expedição portuguesa?”
A pesquisa revela que o tempo estimado para a travessia de Cabo Verde até Porto Seguro seriam 30 dias. A embarcação deve ter ficado um ou dois dias no mar parada no mar, em função do desaparecimento da nau de Vasco de Ataíde.  Chega-se a conclusão de que, na realidade, Cabral fez a travessia em 28 ou 29 dias, o que torna impossível ele ter ido até o sul da Bahia.
No ano seguinte, em 1501, o navegador João da Nova repetiu a travessia do Atlântico e levou 30 dias do Cabo Verde ao Cabo de São Roque, no Rio Grande do Norte, o que, segundo Lenine, significa amplo respaldo para confirmar que Cabral, um ano antes, fizera o mesmo percurso.
Documentos históricos atestam, ainda, que Cabral percorreu duas mil milhas na costa brasileira e essa distancia é exatamente a distância entre o atual marco de Touros (RN) e Cananéia, na Bahia.
O marco de Touros teria sido fincado durante a segunda missa no Brasil, no dia 30 de abril de 1500, junto à cruz que simbolizou a tomada da posse oficial da terra. O local onde foi encontrado o marco ficou sendo chamado até hoje de Praia do Marco.
Outro ponto, ressaltado pelo pesquisador, é que Pero Vaz de Caminha, ao descrever a descoberta, disse que a primeira coisa que viu foi um monte alto e redondo, que seria o Pico do Cabugi, no sertão do Rio Grande do Norte. O Monte Pascal, na Bahia, é uma torre, cortada e não tem pico. Isso seria o atestado claro do descobrimento ter realmente ocorrido no RN.
Outro aspecto destacado na pesquisa é que o pau brasil nascia no Rio Grande do Norte e se estendia até Cabo Frio, com uma interrupção na Bahia. “Em Porto Seguro não tinha Pau Brasil, muito menos açúcar, essenciais para a economia da época”, completa Lenine Pinto.
A partir de 1502, os navegadores portugueses registraram as missões marítimas no chamado mapa de Cantino, que mostra a ponta litoral do Estado do Rio Grande do Norte chamada de São Jorge, exatamente o santo do dia do nosso descobrimento.
Era praxe entre os navegantes batizar as terras descobertas como o nome do santo do dia.
Como se vê, o Brasil terá que definitivamente definir o local do seu descobrimento, antes de pensar em “redescobrir-se”, como meio de superar as crises que enfrenta no momento.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

5 EVIDÊNCIAS INCRÍVEIS DE QUE O BRASIL FOI DESCOBERTO NO RIO GRANDE DO NORTE

Não sei se é motivo de orgulho, mas o descobrimento do Brasil começou no Rio Grande do Norte. Orgulho de ser potiguar? Sim, mas por outros motivos. Lembro de François Silvestre quando disse que nossa Republiqueta já nasceu de uma quartelada bisonha. Daí pra frente, ou até boas décadas para trás, a corrupção comeu solta no nosso país varonil.
Fato é que são muitas evidências e defendidas por notáveis estudiosos, pesquisadores e escritores de que esse projeto de nação começou pelo nosso RN, precisamente onde hoje está fincado o Marco de Touros, na chamada Esquina do Continente.
Portanto, quando a caravela do Cabral atravessou o Atlântico e chegou ao litoral brasileiro em 22 de abril de 1500, não avistou o Monte Pascal, em Porto Seguro, na Bahia, mas o Pico do Cabugi, na região central do nosso Estado. Além do mais, o monte Pascal é uma torre, cortada, sem o tal “pico”.
Parece hipótese pouco provável mesmo para nós, potiguares, em razão da distância do Pico do Cabugi para o mar. Mas saibam que até hoje pescadores nativos se referenciam por esta serra para voltar à terra, quando estão em alto mar. Hoje até surfistas, que de uns tempos pra cá descobriram excelente pico de ondas já distante do litoral, também usam o Pico do Cabugi como referência.

Existe farto conteúdo histórico para embasar a teoria de que o Brasil começou aqui. O escritor Lenine Pinto talvez tenha sido o pioneiro e um dos principais nomes no assunto, inclusive com o livro ‘O Bando do Mar’ lançado ano passado e com estudos ainda mais aprofundados sobre o tema.
Mais recentemente, Rosana Mazaro, professora há 13 anos do Departamento de Turismo da UFRN tem se lançado sobre a pesquisa e já tem livro no prelo para lançamento no início de 2017. Ela vai unir conhecimentos práticos, como experiente velejadora. e científicos, a partir de anos de pesquisa.
E é a professora Mazaro que ajudará a secretaria estadual de Turismo do RN numa campanha de divulgação e, mais do que isso, de incentivo à discussão sobre o tema. A intenção é realmente corrigir este possível equívoco histórico e reescrever nossa história. Os planos, ainda embrionários, é de lançar uma campanha nacional.
Claro, o tema é vasto, auspicioso e existem várias evidências para comprovar a teoria defendida há tanto tempo por Lenine Pinto. Mas Rosana Mazaro, que já velejou da Europa ao RN e subiu de Santa Catarina pra cá, enumerou cinco que considera as principais.
1) A primeira se dá pelas correntes marítimas, que direcionariam as caravelas naturalmente ao RN. Segundo Mazaro, há uma dificuldade imensa para se chegar da Europa à Bahia e, em contraponto, facilidade para o RN. Há navegadores que preferem contornar até Dakar (na África) para se aproximar do Brasil tamanho a força das correntes nas proximidades da Bahia.
2) A segunda evidência apontada pela professora é o monte avistado pelos portugueses ser o Pico do Cabugi, como abordei acima.
3) A terceira seria a presença de “aguada” no litoral, conforme consta na carta do descobrimento. Aguada seria água doce, presente nas proximidades do Marco de Touros, em vários lagos, e inexistente em Porto Seguro, na Bahia.
4) A penúltima evidência seria o Marco de Touros, diferente do marco fincado na Bahia. O daqui é esculpido com símbolos e brasões semelhantes ao marco chantado no município de Cananéia, em São Paulo, que é o segundo marco português no Brasil, ou seja, o segundo ponto de parada da caravela do tio Cabral.
5) Por último, o argumento mais evidente apontado pelos estudiosos: consta no mapa português que eles navegaram duas mil léguas ao Sul do país para fincar o segundo marco. Essa distância corresponde exatamente o percurso do Estado potiguar a São Paulo. Caso partisse da Bahia, o segundo marco estaria fincado na Argentina.
Portanto, amiguinhos, tudo indica, a merda toda começou mesmo aqui.

domingo, 15 de outubro de 2017

Do massacre à canonização: Papa Francisco decreta santidade de 30 mortos por holandeses no Brasil há 372 anos


Uma missa de domingo em uma capela, uma celebração em campo aberto às margens de um rio e 150 pessoas brutalmente assassinadas. Dois massacres registrados no Rio Grande do Norte e apontados como símbolos da intolerância religiosa de holandeses que dominavam o Nordeste brasileiro em 1645 renderão ao país, 372 anos depois, 30 novos santos –”os primeiros santos mártires do Brasil”.

Os chamados “mártires de Cunhaú e Uruaçú” –nomes de duas localidades da época que hoje correspondem aos municípios potiguares de Canguaretama e São Gonçalo do Amarante– foram beatificados no ano 2000 pelo Papa João Paulo II e serão canonizados neste domingo pelo Papa Francisco.

Os 30 novos santos são os únicos mortos identificados em dois massacres que deixaram um saldo de aproximadamente 150 vítimas. Por esse motivo, somente eles serão reconhecidos na cerimônia.

O caso é considerado emblemático, entre outros motivos, porque os massacrados teriam “dado a vida, derramado o sangue, na vivência de sua fé”, segundo a Igreja.

Em Cunhaú, 70 teriam sido assassinados em 16 de julho de 1645. O episódio é apontado como retaliação holandesa aos que seguiam a fé católica e se recusavam a migrar para o movimento religioso protestante que difundiam, o calvinismo.

O livro “Beato Mateus Moreira e seus companheiros mártires”, escrito pelo Monsenhor Francisco de Assis Pereira a partir de pesquisas históricas e dados que embasaram a beatificação, afirma que os holandeses contaram com a ajuda de indígenas para invadir uma capela da região, fechar as portas e matar quem estivesse dentro, em uma manhã de domingo.

Quase três meses depois desse episódio, em 3 de outubro, outras 80 pessoas também viraram alvos em outro cenário: às margens do rio Uruaçú, foram despidas e assassinadas por não terem se convertido ao protestantismo.

Nem crianças foram poupadas do ataque. Uma delas, com dois meses de vida, foi uma das vítimas, junto com uma irmã e o pai.

Também parte desse segundo grupo, o camponês Mateus Moreira acabou virando símbolo do martírio porque, no momento de sua morte, teria bradado: “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”. A louvação seria uma prova incontestável de sua fé, na visão católica. Ele foi morto ao ter o coração arrancado pelas costas.

A presença da igreja católica no Nordeste já era considerada “marcante” nessa época, como descreve o Monsenhor Pereira, postulador da causa da beatificação dos mártires, no livro. “Havia padres seculares (padres pertencentes a dioceses), numerosos conventos de franciscanos, carmelitas, jesuítas e beneditinos. Eram mais de 40 mil católicos”, escreve ele.

Os holandeses aportaram na região em 1630. Eles chegaram nesse período a Pernambuco e assumiram o comando político e militar da área –estendendo o domínio posteriormente a outras capitanias, inclusive à do Rio Grande, como era chamado o Rio Grande do Norte.

Os colonizadores teriam perseguido e assassinado adeptos da religião católica que não aceitaram virar calvinistas. Na mesma época em que, por meio da Inquisição, a Igreja Católica ainda perseguia, julgava e punia acusados de heresia.

Folhapress

domingo, 1 de outubro de 2017

Internacional: A incrível história do homem que viveu 250 anos

A incrível história do homem que viveu 250 anos
Em 6 de Maio de 1933, na página 13 do jornal New York Times, aparecia a nota de falecimento de Li Ching-Yuen um chinês que sobreviveu a 23 esposas, deixou 180 filhos e morreu com a idade de 256 anos. Este obituário é um erro ou uma exagero? Alguns pesquisadores dizem que é verdadeiro.


Li-Ching Yuen foi um Mestre Taoísta chinês, herbalista e praticante de Chi Kung e de outras disciplinas de meditação e artes marciais. Foi conselheiro tático militar e instrutor de artes marciais, se aposentou e passou muito tempo nas montanhas do Tibet, onde seguiu coletando ervas medicinais que segundo dizia lhe ajudavam a se manter jovem e saudável.

Em 1927 foi convidado para ir em Wann Hsien na província de Sichuan por seu amigo pessoal o general Yang Sen, que estava muito interessado na força e juventude de Li, apesar de sua avançada idade. Na residência deste governador e caudilho foi feita, à idade de 250 anos, a única fotografia existente de Li.

Mistérios de uma vida:
Como era de esperar, não se sabe muito a respeito das primeiras etapas da vida de Li Ching-Yun. Sabe-se que nasceu na província Chinesa de Sichuan, onde também morreu. Também que aos dez anos já estava alfabetizado e foi para o Tibet, Annam, Siam e Manchúria para colher de ervas medicinais. Após isto, sua vida é um tanto quanto desconhecida.

Ao que parece, durante mais de cem anos, Li continuou vendendo suas próprias ervas, recolhidas pelo mesmo. Também se sabe que tinha as unhas de sua mão direita muito longas, com mais de 15 centímetros.

Em 1930 o professor Wu Chung-Chieh, decano do departamento de educação na Universidade de Chengdu, encontrou nos registros Imperiais do Governo da China duas felicitações do imperador a Li Ching-yun em 1827 por seu aniversário de 150 anos e uma posterior aos 200 anos. Muitos consideram isto como provas irrefutáveis da idade do homem que mais tempo viveu.

O segredo da longevidade:
Num artigo publicado pela revista Time em 15 de maio de 1933 entitulado "Tortoise-Pigeon- Dog" (Tartaruga, pomba e cão), informava-se sobre a incrível vida do mestre Li Ching Yuen e citava-se a resposta que Li dava sobre o segredo de sua longa vida:

"Mantenha um coração tranqüilo, senta como uma tartaruga, caminha rápido como uma pomba e dorme como um cão."

Sua dieta baseava-se principalmente no arroz e no vinho deste cereal. Também consumia gingseng e uma planta pouco conhecida, a centelha asiática (Hydrocotyl asiatica). Muitos cientistas da época debocharam disto e não dedicaram nenhuma atenção ao tema, mas uns poucos visionários foram um pouco além. Jules Lepine, bioquímico francês, encontrou um poderoso alcalóide de efeitos rejuvenescedores nas sementes da dita planta.

Os herbólogos sabem de um fator de longevidade que possui a centelha asiática para o cérebro e as glândulas endócrinas e também extratos da planta são usados para tratar problemas de circulação e de pele. Na China é consumida em salada. O suco das folhas serve para a hipertensão arterial; também como tônico. Um emplasto de folhas podem ser usadas para tratar feridas e e úlceras.

Ceticismo a respeito de sua idade real:
A primeira reação de muitas pessoas, ao conhecer a história de Li, é duvidar que um ser humano possa realmente ter atingido tal idade. É pouco provável esta alegação venha algum dia a ser comprovada por documentos aceitáveis sem qualquer possibilidade de contestações no ocidente.

Se o os antigos registros oficiais chineses fosse considerada indiscutível, Li Ching Yun seria reconhecido como a pessoa mais longeva com idade atestada por documentos.

sábado, 8 de julho de 2017

O Maranhão e sua história

Da colonização Portuguesa às invasões de Franceses e Holandeses, conheça um pouco Mais sobre a Formação de um Povo e as Riquezas culturais do Estado do Maranhão.


Ruinas da Matriz de São Mathias em Alcantara - Maranhão
CERTA VEZ, UM JOVEM VIAJANTE FRANCÊS, INSPIRADO PELA BELEZA DA CAPITAL DO ESTADO DO MARANHÃO DESCREVEU SÃO LUÍS COMO A PEQUENA VILA DOS PALÁCIOS DE PORCELANA! A explicação? São luís tem o maior conjunto arquitetônico de origem Portuguesa da América latina, como casarões no estilo europeu, cujas fachadas foram revestidas por azulejos, para diminuir o calor e a umidade dentro das casas. Mas a ideia dos portugueses acabou dando um charme especial aos casarões e se tornou uma característica marcante da arquitetura maranhanse.

Toda a história do estado, na verdade, revela uma forte ligação com Portugal, apesar de sua origem ter sido marcada por intensas disputas de território. Quando o Brasil foi descoberto em 1500, os espanhóis foram os primeiros europeus a chegarem na região onde se encontra o maranhão. Apenas 35 anos depois, os portugueses tentaram dominar o território, mas não conseguiram. Em 1612, uma missão francesa tomou posse da região, que passou a se chamar “França Equinocial” e foi nessa época que São Luís começou a ganhar forma.

Três anos depois, os portugueses reconquistaram a região e em 1621, a coroa criou a divisão territorial chamada Maranhão e Grão-Pará (Atuais Estados de Amazonas e Pará). Ainda no século XVII (17), em 1641, a Holanda também invadiu o território e também influenciou fortemente a economia da região, que ficou voltada para a produção de açúcar. Os portugueses dominaram o local definitivamente três anos depois e em 1774, ocorreu a separação do território do Grão-Pará para os Estados de Amazonas e Pará.

A influencia de Portugal era tão grande que o estado só aceitou independência do Brasil (ocorrida em 7 de setembro de 1822), em 1823, após uma luta armada.

Além da riqueza, arquitetônica herdada do período colonial. Maranhão é conhecido por sua gastronomia típica deliciosa, belezas naturais e cultura efervecente. O folchore, a tradição e a religiosidade são bem fortes no estado e se manifestam em festas populares como o Cordão de Reis, a festa do Divino e a tão conhecida Bumba-Meu-Boi, celebrada no dia de São João.

As danças típicas Maranhanses variam um Pouco conforme a Região do Estado. Bambae de caixa, por Exemplo, é uma dança composta por 12 casais, que ora ficam de frente, ora de costas um para o outro, e exibem passos rápidos e variados. Outra dança típica, cacuriá, tem sua origem nas festividades do divino Espirito Santo, onde os participantes dançam em pares em uma roda, ao som de Instrumentos de Percursão.

Menino Brincando nas Celebrações do Bumba-Meu-Boi

Os Famosos Azuleijos que Embelezam a Cidade de São Luis no Maranhão
Além da capital do Estado do Maranhão, São Luís e dos Lencóis Maranhenses (Que Você Conheceu um Pouco na Materia Viagem – O Caribe no Nordeste?). alcantara é outro polo turístico do estado. Alcantara é conhecida como “a cidade que parou no tempo”. Alcantara gaurda em suas ruinas a memoria de um passado muito rico. A cidade era um centro comercial de extrema importância que teve seu apogeu com as lavouras de cana de açuçar e de algodão durante o século XVIII (18). Hoje, guarda um conjunto com mais de 300 Construções coloniais com Igrejas, Palacios, Sobrados e a Matriz de São Mathias, um dos Cartões Postais da Cidade.

Das Construções Coloniais às Manifestações Folcloricas, o Maranhão é, sem duvida, um Estado com Muita História Para Contar!!!

POR REDAÇÃO - Para a Revista Mulher Brasileira - Acesso em 05 de Agosto de 2014 - Numero 09 - Uma Publicação do Grupo Petrobras "Liquigas".

sexta-feira, 10 de março de 2017

História dos Santos - #Ep1 - Santa Inês da Boêmia

Santa Inês da Boêmia nasceu em 1208. Pertencia à família real. Otocaro I, seu pai, era rei da Boêmia. Foi educada por monges. Recusou-se a casar com Frederico II, imperador da Alemanha, para isso contando com o apoio do papa Gregório IX.

Foi uma mulher ativa e preocupada com os problemas de seu tempo. Dedicou-se de corpo e alma ao serviço dos pobres, fundando para eles um hospital. Estabeleceu ali a pobreza absoluta, renunciando às rendas e vivendo de esmolas e doações. Incentivou e apoiou os Franciscanos e as Clarissas. Para eles fundou dois mosteiros.

Santa Clara, a quem devotava grande amizade, escreveu-lhe numerosas cartas e chamava-a de "metade de minha alma".

Numa das cartas, Santa Clara dizia à Santa Inês:

“Eu me alegro de verdade, e ninguém vai poder roubar-me esta alegria, porque já alcancei o que desejava abaixo do céu: vejo que você, sustentada por maravilhosa sabedoria da própria boca de Deus, já superou astúcias do esperto inimigo: o orgulho que perde a natureza humana e a vaidade que torna estultos os corações dos homens. Vejo que são a humildade, a força da fé e os braços da pobreza que a levaram a abraçar o tesouro incomparável escondido no campo do mundo e dos corações humanos, com o qual compra-se aquele por quem tudo foi feito do nada. Eu a considero, num bom uso das palavras do Apóstolo, auxiliar do próprio Deus, sustentáculo dos membros vacilantes de seu corpo inefável”.

Santa Inês ingressou, mais tarde, no convento das Clarissas, por ela própria fundado, onde foi nomeada abadessa.

Morreu no dia 2 de março de 1282 em Praga, onde nasceu.

Reflexão:

O exemplo de mulheres como Santa Inês, nos inspiram a buscar também a nossa vocação à santidade. Simplicidade, dedicação e confiança em Deus eram marcas registradas da vida desta grande mulher. Fica-nos hoje o desejo de encontrar em Cristo o primeiro e maior inspirador de nossos gestos de caridade para com o próximo. Inspirados pela vida de Santa Inês, sejamos também nós missionários e missionárias do Evangelho da Vida.

Oração:

Deus, nosso Pai, em vosso Filho Jesus nos revelastes vossa face cheia de misericórdia, de ternura e de amor. Nós vos agradecemos e vos louvamos por nos ter dado Jesus como nosso irmão, Deus-conosco para sempre. Exultamos de alegria, porque as vossas promessas se cumpriram; já experimentamos aqui as alegrias do vosso Reino de justiça e de paz. Por isso, repetimos as palavras do Apóstolo: “Vede que prova de amor nos deu o Pai: que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos”. Santa Inês, que se consagrou inteiramente a vós e ao serviço dos necessitados, interceda para que a fraternidade se estabeleça na terra. Amém!
Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR