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domingo, 2 de abril de 2017

BARTÔ GALENO, RESGATANDO A SUA HISTÓRIA NO BLOG QUE TAMBÉM É CULTURA.

O mundo na era da internet, em um mundo globalizado onde ninguém se esconde, vou contar aqui através do Blog um pouco da história de Bartô Galeno, por onde ele anda e o que ainda faz.

Bartô Galeno: O brega puro

O Mossoroense abre espaço hoje para aquele que é um ídolo em Mossoró. Bartolomeu da Silva, ou simplesmente Bartô Galeno, o paraibano que saiu de Souza para residir na Serra Mossoró e ficou conhecido como a mais bela voz do Rio Grande do Norte tem no seu currículo 16 CDs e mais 500 músicas todas registradas em seu nome e dos respectivos parceiros, sendo interpretadas por medalhões da música brega.

Em um ano só, gravou mais 40 canções com vários artistas. Entre eles, Fernando Lellys (Um par de alianças), Carmem Silva (Amor com Amor se Paga), além de Waldick Soriano, Odair José e outros. Mesmo assim, Bartô disse que o retorno financeiro dessas composição é o mínimo, "compositor é muito roubado no Brasil", lamentou.

Aos 51 anos, Bartô se diz feliz e apaixonado. Pai de quatro filhos, sendo que um deles dá seus primeiros passos na música com o grupo que mistura samba e futebol denominado Daniel Galeno e os Boleiros.

Quando o assunto é Mossoró, Bartô não esconde sua paixão pela cidade que o acolheu quando tinha apenas 10 anos de idade: "É por isso que digo, Mossoró, que eu te amo em todos os momentos... Porque pode ser em num boteco, onde Bartô está, a galera vai atrás", diz entusiasmado. Confira a entrevista concedida com exclusividade nos estúdios da FM Resistência, a 93.7, em visita na semana passada.

Por: LUIS JUETÊ – Foto: Luciano Lellys

O Mossoroense – Você é natural de Mossoró?

Bartô Galeno – Não, eu me formei na música em Mossoró. Eu sou natural da cidade paraibana de Souza. Eu cheguei em Mossoró com 10 anos de idade, em 1960. Eu comecei cantando nos programas da Rádio Rural. Participei do concurso "A Mais Bela Voz", onde tive a felicidade de ser o vencedor, e saí de Mossoró para Recife, de Recife para São Paulo, de São Paulo para o Rio de Janeiro, e por aí segue.

OM – Você disse que a sua formação musical foi em Mossoró. Como foi que se desenvolveu esse aprendizado?

BG – Eu cheguei em Mossoró com 10 anos, exatamente, na época da Jovem Guarda. Comecei cantando na Rádio Rural. Fui calouro do Seu Manoel Alves, o famoso "Seu Mane". Eu sempre tive a felicidade de toda vez que participava, ganhar o primeiro lugar. Até que, na final, fui considerado a mais bela voz do Rio Grande do Norte, e o padre Américo Simonneti me deu uma passagem até Recife. De lá, eu fui para São Paulo e depois para o Rio de Janeiro, onde conheci Abdias, Elias Julião, que é de Natal. Aí depois eu conheci o Roberto Carlos, Jerry Adriani, Zé Roberto. Como eu comecei como compositor, foi mais fácil chegar até aqui onde estou, graças a Deus.

OM – Qual foi o seu primeiro disco lançado?

BG – Como cantor, foi o vinil Só Lembranças. Esse disco está em catálogo até hoje.

OM – Só Lembranças foi datado de que ano?

BG – Ele foi lançado em 1975.

OM – Como foi o esquema de lançamento desse seu primeiro trabalho? Foi por uma gravadora independente?

BG – Na época era uma gravadora que estava estreando, mas que depois passou a ser grande, era a Tape K.

OM – E como foi que se deu o contrato com a gravadora?

BG – Como compositor, eu tive o privilégio de conhecer o nosso mossoroense Oséas Lopes, que é o Carlos André, e ele praticamente me descobriu como compositor e viu que eu também cantava. Aí resolveu me lançar, intermediando o contato com a gravadora para lançar esse primeiro disco de vinil intitulado Só Lembranças.

OM – Fale sobre o Bartô Galeno compositor.

BG – Bem.... eu comecei compondo. E quando a gente começa compondo, parece uma fonte que Deus dá que não se esgota nunca.

OM – E como compositor, você recebe o devido retorno financeiro?

BG – Olha, para te ser sincero, o compositor é muito roubado no Brasil

OM – Por quê?

BG – Por que o Ecad arrecada e não retribui para o compositor. Nós somos muito roubados, eu já falei muito isso por todo lugar que eu passo. Mas não adianta porque ninguém faz nada. Mas, graças a Deus, eu sou muito cotado para shows, eu faço show no Brasil todo, e... a gente vai se defendendo. Eu tenho quase 500 músicas como compositor.

OM – Todas registradas?

BG – Todas registradas no meu nome, e dos meus parceiros. Se o Ecad não paga o que a gente tem direito como compositor, a gente vai se defendendo como cantor, fazendo shows. Tem que dar graças a Deus, porque se eu fosse só compositor, como diz o mossoroense, eu tava reado (risos).

OM – Você nunca procurou os meios legais para receber os seus direitos como compositor?

BG – Zezé Di Camargo e Luciano são roubados, Roberto Carlos é roubado e eles não dão jeito. Eu, que sou apenas um brega, eles não vão dar jeito.

OM – Você tem quantos CDs gravados?

BG – Ao todo, são 16 CDs gravados.

OM – E qual a média de vendagem desses trabalhos?

BG – De 100 mil cópias acima. Para você ter uma idéia, "No toca-fita do meu carro" foi gravado em 77 e vende até hoje. Ainda bem é Som Livre, do sistema Globo. A Som Livre paga! As multinacionais têm essa vantagem, elas pagam.

OM – Você já tocou praticamente nos quatro cantos do País, qual o lugar mais barra pesada que você teve que se apresentar?

BG – Foi nos garimpos de Serra Pelada. Quando cheguei lá, realmente deu vontade de voltar. Os garimpeiros dando tiro para tudo quanto é canto. Cada música que eu tocava era bala comendo.
OM – Quando foi isso?

BG – Isso foi em 1978. O pessoal pedia uma música, eu tocava, e eles metiam bala. Aí o dono da casa de show dizia: "Barto, não tenha medo, não, porque eles fazem isso quando tão gostando.
OM – Qual foi o maior público que você já se apresentou?

BG – Eu tive o privilégio de me apresentar para 30 mil pessoas no Patativa, que é um dos maiores clubes do País, em São Paulo.

OM – Na sua opinião, qual a música que mais marcou a sua carreira?

BG – Eu acho que "No toca-fita do meu carro". Sem dúvida, é o meu carro-chefe, meu carro pedestal, e conta a história de um carro que eu comprei a Gonzaga Veículos, fiado. E eu falo isso por onde eu passo, São Paulo, Brasília, porque foi verdade. Ele confiou em mim, eu estava começando. Um cara vindo lá da Serra Mossoró comprar um carro fiado e o cara ter coragem de vender, só pode ter muita coragem.

OM – Como cantor, como você está enfrentando a pirataria de CDs?

BG – Olha, pirataria é igual ao Ecad, ninguém dá jeito. Eu nem esquento a cabeça, eu quero mais é que eles sejam felizes. Eles não atrapalham a minha carreira, pelo contrário. Poderia ser melhor, claro, mas o povão precisa sobreviver também.

OM – Deixe sua mensagem final aos seus fãs de Mossoró.

BG – Meus agradecimentos à imprensa, ao jornal O Mossoroense. E deixo um beijo carinhoso para minhas fã e deixo um abraço bem forte para os meus amigos.

Amigo Daniel Pinheiro de Poço Branco RN, enviou mensagem a Bartô via Facebook.

Sucesso dos anos 70, Bartô Galeno superou doenças para voltar aos palcos.


Bartô Galeno precisou ficar longe dos palcos por causa de uma doença grave, que o impediria de cantar. Mas, ele contrariou as expectativas dos médicos e conseguiu voltar aos palcos. Acompanhe a história completa no quadro Eu Sobrevivi, com Andressa Urach. 
Veja o Video no Canal Domingo Show no Youtube em: https://www.youtube.com/watch?v=oBObPkotggQ

ANTES, início de carreira. 


HOJE




COM O CANTOR FERNANDO MENDES


Com Informações do Blogs:
Youtube.com

sexta-feira, 10 de março de 2017

História dos Santos - #Ep1 - Santa Inês da Boêmia

Santa Inês da Boêmia nasceu em 1208. Pertencia à família real. Otocaro I, seu pai, era rei da Boêmia. Foi educada por monges. Recusou-se a casar com Frederico II, imperador da Alemanha, para isso contando com o apoio do papa Gregório IX.

Foi uma mulher ativa e preocupada com os problemas de seu tempo. Dedicou-se de corpo e alma ao serviço dos pobres, fundando para eles um hospital. Estabeleceu ali a pobreza absoluta, renunciando às rendas e vivendo de esmolas e doações. Incentivou e apoiou os Franciscanos e as Clarissas. Para eles fundou dois mosteiros.

Santa Clara, a quem devotava grande amizade, escreveu-lhe numerosas cartas e chamava-a de "metade de minha alma".

Numa das cartas, Santa Clara dizia à Santa Inês:

“Eu me alegro de verdade, e ninguém vai poder roubar-me esta alegria, porque já alcancei o que desejava abaixo do céu: vejo que você, sustentada por maravilhosa sabedoria da própria boca de Deus, já superou astúcias do esperto inimigo: o orgulho que perde a natureza humana e a vaidade que torna estultos os corações dos homens. Vejo que são a humildade, a força da fé e os braços da pobreza que a levaram a abraçar o tesouro incomparável escondido no campo do mundo e dos corações humanos, com o qual compra-se aquele por quem tudo foi feito do nada. Eu a considero, num bom uso das palavras do Apóstolo, auxiliar do próprio Deus, sustentáculo dos membros vacilantes de seu corpo inefável”.

Santa Inês ingressou, mais tarde, no convento das Clarissas, por ela própria fundado, onde foi nomeada abadessa.

Morreu no dia 2 de março de 1282 em Praga, onde nasceu.

Reflexão:

O exemplo de mulheres como Santa Inês, nos inspiram a buscar também a nossa vocação à santidade. Simplicidade, dedicação e confiança em Deus eram marcas registradas da vida desta grande mulher. Fica-nos hoje o desejo de encontrar em Cristo o primeiro e maior inspirador de nossos gestos de caridade para com o próximo. Inspirados pela vida de Santa Inês, sejamos também nós missionários e missionárias do Evangelho da Vida.

Oração:

Deus, nosso Pai, em vosso Filho Jesus nos revelastes vossa face cheia de misericórdia, de ternura e de amor. Nós vos agradecemos e vos louvamos por nos ter dado Jesus como nosso irmão, Deus-conosco para sempre. Exultamos de alegria, porque as vossas promessas se cumpriram; já experimentamos aqui as alegrias do vosso Reino de justiça e de paz. Por isso, repetimos as palavras do Apóstolo: “Vede que prova de amor nos deu o Pai: que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos”. Santa Inês, que se consagrou inteiramente a vós e ao serviço dos necessitados, interceda para que a fraternidade se estabeleça na terra. Amém!
Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

quarta-feira, 1 de março de 2017

Fique sabendo: Amizade Virtual ou Pessoalmente?

Tenho muitos amigos? Só virtuais ou estão comigo quando preciso? Fique sabendo as vantagens dos contatos virtuais. Analise e verifique como está sua vida.

VANTAGENS
DESVANTAGENS
ü  Contrato a qualquer hora... mesmo que o outro esteja offline, você manda o seu recado. Isso amplia as possibilidades de encontros.
§  Você precisa se comunicar e não sabe a que horas a pessoa ficará online.
ü  Comunicação sem ter deslocamento físico, o que muitas vezes gera custo!
§  Não há contrato físico... pode ser que você não identifique o que o outro sentiu e pensou com a sua comunicação.
ü  Fazer duas coisas ao mesmo tempo? Você pode esta ocupado e muito rapidamente resolve a questão de comunicação.
§  Pode ter uma interação superficial. Se o outro está ocupado... a atenção que ele dá para você pode ser muito pouca para a importância de sua partilha de vida.
ü  O controle de como se expor depende de sua disciplina e maturidade. Você pode esta criando uma pessoa que não é você nas redes sociais, postando por exemplo que esta superfeliz e de fato está triste.
§  Seus amigos o conhecem como você é? Pessoalmente é mais simples conhecer o outro verdadeiramente e dai ser assertivo em o ajudar. A falta da convivência direta pode trazer um vazio de toques, trocas de olhares, abraços.... isso tudo é muito importante.
ü  Da tempo de pensar antes de comentar... pode evitar erros e grosserias.
§  Quando você está muito acostumado no virtual, pode perder o treino de se controlar no calor das relações presenciais.

Não podemos negar que as redes sociais trouxeram mudanças na construção das amizades. Temos que pensar: basta clicar em alguém para ser seu amigo? Quando isso ocorre, a partir desse segundo, a outra pessoa passa a ter acesso a tudo o que você publicar para os seus “amigos”, fique alerta!

Que tipo de amizade eu devo cultivar?

Claro que as amizades virtuais são importantes e podem ser as melhores, mas sem nenhum contrato físico, presencial, as desvantagens podem ser um problema.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

O Rio Grande do Norte na Segunda Guerra Mundial

*Por Carlos Noronha

O fator geográfico proporcionou ao Rio Grande do Norte destacar-se no cenário mundial. Isso ocorreu durante a II Guerra Mundial quando Natal serviu de base aos aliados. É a capital brasileira mais próxima da Europa e do norte da África.

A cidade possui uma posição estratégica global. Isso fez com que Natal recebesse as duas principais bases militares dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial: a Base Naval e Parnamirim Field - na época, a maior base da Força Aérea norte-americana em território estrangeiro.

Tendo em vista a proximidade relativa com o continente africano, o Rio Grande do Norte se constituía em alvo provável de uma possível invasão da América do Sul e, também, representava um local ideal para a partida de aeronaves que se dirigissem para a África e Europa.

Natal apresentava grande interesse militar, podendo servir de base para a travessia de aviões do Oceano Atlântico e, no caso de uma tentativa de invasão do continente, em ponto estratégico para um possível ataque ao Canal do Panamá.

Em 1939 o conflito eclodira na Europa e a Alemanha dominava boa parte do continente. O Brasil declarou guerra ao Eixo em 1942, após o torpedeamento de navios brasileiros supostamente por submarinos alemães.

A marcha do Marechal alemão Rommel no norte africano preocupou os países aliados, pois a tomada dessa área colocaria em perigo a navegação no Oceano Atlântico.

Diante dessa situação, revela-se a importância de Parnamirim na Segunda Guerra Mundial, uma base das nações aliadas sob a liderança dos Estados Unidos.

A vida em Natal sofreu mudanças com a vinda de grande número de estrangeiros, em sua maioria, norte-americanos. O comércio teve um incremento considerável e a cidade vivenciou novos costumes.

O provável perigo à navegação do Oceano Atlântico, da costa brasileira, como também de todo o continente americano tendo em vista o avanço militar da Alemanha no norte da África, pode ter sido a causa para o Brasil ceder bases militares no litoral do Nordeste do país.

Essas bases serviriam de apoio às operações militares que seriam desenvolvidas na África.

Natal, nesse período, vivia um clima de guerra, inclusive com blecaute4 diários. Contava também com os serviços da Cruz Vermelha, Legião Brasileira de Assistência, Defesa Civil, e ainda abrigos antiaéreos familiares e públicos.

O recrutamento feito para o envio de tropas à Europa ou para a defesa do litoral contou com a participação de muitos potiguares.

Quando o presidente norte-americano Franklin Roosevelt se encontrava na África, solicitou ao almirante Jonas Ingram para marcar um encontro com Getúlio Vargas, em Natal. Acertada a reunião, todas as providências foram tomadas em segredo.

O presidente Getúlio Vargas chegou a Natal no dia 27 de janeiro de 1943, acompanhado de sua comitiva.

Na manhã seguinte, dois aviões trouxeram o presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt e sua comitiva.

Vargas e Roosevelt participaram da Conferência de Natal que tratou de interesses mútuos e laços de amizades entre Brasil e Estados Unidos; a prevenção de um possível ataque dirigido de Dakar, na África, ao hemisfério ocidental; e o apoio do Brasil aos objetivos de guerra de Roosevelt.
Nessa reunião ficou acertado o envio de tropas brasileiras para a guerra.

A presença norte-americana em Natal mudou profundamente os hábitos da população natalense, principalmente com a presença do grande número de militares estrangeiros que vieram para a cidade. Isso representou a convivência de duas culturas diferentes no mesmo espaço.

Os norte-americanos procuraram se integrar com os habitantes locais, patrocinando festas. Surgiram, então, associações recreativas que eram alugadas com o objetivo de realizar bailes. Houve, por causa disso, uma invasão de ritmos estrangeiros, como a rumba e o bolero.

Diversos produtos norte-americanos, naquela época, eram utilizados ou consumidos pela população local, tais como: refrigerantes, chocolate gelado e chicletes.

Os homens abandonaram a vestimenta que costumavam usar no dia-a-dia e adotaram roupas cáqui, de inspiração militar-esportiva ou jeans.

As mulheres passaram a agir com maior autonomia, incorporando modos norte-americanos.

Natal perdia aos poucos as características de cidade pequena. Chegam à capital potiguar de pessoas de outras nacionalidades, como por exemplo: príncipe Bernard (Holanda), Sra. Franklin D. Roosevelt (esposa do presidente dos Estados Unidos), Sr. Noel Charles (embaixador do Reino Unido no Brasil), entre outros.