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sábado, 15 de outubro de 2016

AGATHA CHRISTIE E O LIVRO ASSASSINATO NO EXPRESSO DO ORIENTE:

Agatha Christie nasceu na cidade de Torquay, Devon, Inglaterra no dia 15 de setembro de 1890 e faleceu no dia 12 de janeiro de 1976 em Wallingford, Oxfordshire, Inglaterra .
Foi uma escritora Britânica que atuou como romancista, contista, dramaturga e poetisa. 

Se destacou no gênero romance policial. Segundo Guiness Book, Agatha Christie é a romancista mais bem sucedida da história da literatura popular mundial em número total de livros vendidos , uma vez que suas obras juntas venderam cerca de 4 bilhões de cópias, ficando atrás apenas da tiragem de Shakespeare e da Bíblia.

As obras já foram traduzidas para mais de 100 idiomas.

Em 1971 a autora foi condecorada pela rainha Elizabeth II com o título de dama do império Britânico.

No total escreveu 72 romances. Seus emblemáticos personagens são: O Detetive Hercule Poirot e a idosa Detetive Miss Marple. 


Sua primeira obra foi O Misterioso caso de Styles.

ASSASSINATO NO EXPRESSO DO ORIENTE:

Nada menos que um telegrama aguarda Hercule Poirot na recepção do hotel em que se hospedaria, na Turquia, requisitando seu retorno imediato a Londres. O detetive belga então embarca às pressas no Expresso do Oriente, inesperadamente lotado para aquela época do ano. O trem, expresso, porém é detido a meio caminho para a Iugoslávia  por uma forte nevasca, e um passageiro com muitos inimigos é brutalmente assassinado  durante a madrugada. Caberá a Poirot descobrir quem entre os passageiros teria sido capaz de tamanha atrocidade , antes que o criminoso volte a atacar ou escape de suas mãos. 

O MISTERIOSO CASO DE STYLES - AGATHA CHRISTIE

Publicado em 1920 o Misterioso caso de styles  não é somente o primeiro livro  em que o famosíssimo detetive belga, ícone na literatura policial, Hercule Poirot , aparece mas também o primeiro livro de Agatha Christie  que futuramente se tornaria a rainha do crime. Quem gosta de literatura policial já deve ter lido pelo menos uma história com o homenzinho de cabeça em formato de ovo e confia somente em suas células cinzentas para resolver um caso. 

Esse romance é narrado em primeira pessoa , pelo capitão Arthur Hastings, braço direito de Poirot em praticamente todas as aventuras. A história é ambientada em uma enorme e isolada casa no campo, na qual Capitão Hastings fica hospedado, junto com outros inúmeros hóspedes, através de um convite de um amigo antigo, John Cavendish. Então, no meio de uma das noites, a rica proprietária da mansão Styles é encontrada morta na sua cama, aparentemente vítima de um ataque cardíaco. Para adicionar mais mistério ao caso, uma fórmula digna de Christie, as portas do quarto estavam trancadas por dentro e apesar de indicar que tudo foi uma morte natural, o médico da família levanta uma suspeita: assassinato por envenenamento. Obviamente , todos os hóspedes da velha mansão, inclusive o segundo esposo e os enteados John e Lawrence da falecida Sra.  Inglethorp  tinham motivos para matá-la, e nenhum deles possui um álibi convincente.

Por um acaso, Hercule Poirot está hospedado em uma vila próxima a Styles e então Hastings aconselha John a pedir ao belga para investigar o caso, pois sabe que ele será discreto e chegará a verdade a qualquer custo.O intrigante deste livro é que vamos recebendo as informações da investigação de Poirot abertamente, e mesmo assim, fica complicado distinguir as pistas reais para desvendar o caso de pequenas distrações inseridas no contexto que não nos levam a nada. Ficamos tão perdidos quanto o narrador  - Hastings - com as afirmações e conjeturas de Poirot.

A complexidade do enredo é muito grande: temos vários suspeitos , os quais escondem as informações sobre suas próprias vidas, dificultando a vida de Poirot .
Aparece neste livro também o inspetor Japp, figurinha marcada em vários livros da autora.