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quarta-feira, 1 de março de 2017

TATUAPÉ É A CAMPEÃ DO CARNAVAL DE SÃO PAULO

A escola levou para a avenida a celebração dos povos da África e, após um vice-campeonato em 2016, chegou ao primeiro lugar neste ano; título inédito consagra projeto do carnavalesco Flávio Campello

Alexandre Hisayasu, Fábio de Castro, Marco Antônio Carvalho e Juliana Diógenes ,
O Estado de S.Paulo


SÃO PAULO – Com 269,70 pontos, a Acadêmicos do Tatuapé se sagrou, pela primeira vez, a campeã do Grupo Especial do carnaval paulistano em 2017, em uma decisão que só ocorreu na última nota do último quesito, o samba-enredo. A escola, que desfilou na primeira noite, na sexta-feira, 24, levou para a avenida a celebração dos povos da África.

O enredo é intitulado “Mãe África conta a sua história: Do Berço Sagrado da Humanidade à Terra Abençoada do Grande Zimbabwe”.



A mesma quantidade de pontos foi obtida pela Dragões da Real, que perdeu o título no critério de desempate.

As duas escolas estavam sentadas lado a lado durante a apuração das notas.

A Vai-Vai chegou em terceiro lugar.

Com 268,10 e 268,20 pontos, Águia de Ouro e Nenê de Vila Matilde, respectivamente, foram rebaixadas ao grupo de acesso.

No anúncio das últimas notas de samba-enredo, quando a Dragões estava à frente, os membros da Tatuapé já rezavam e choravam abraçados em círculo.

Ao ser anunciado o primeiro lugar, os integrantes da escola vencedora gritavam “Obrigada, meu Deus” e diziam “Eu não acredito”.

O presidente da escola Eduardo dos Santos comemorou: “Foi uma vitória do nosso povo, da garra da nossa comunidade. Para nós é sempre assim, na raça, é no último minuto. Nós acreditamos”.


Santos classificou a escola como “perfeita” e “equilibrada.” “O povo africano que sofre com doença, guerra, dor, fome e miséria. Mas ninguém faz uma festa, uma dança e um colorido como eles”, afirmou no discurso de vitória.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

BOMBA: Xuxa desabafa sobre Globo e diz: ‘não gosto mais de carnaval’


Xuxa fez várias revelações pouco antes de desfilar pela Grande Rio, na noite de domingo (26). A apresentadora, que se apresentou em enredo que homenageava Ivete Sangalo, contou o motivo para ter passado tanto tempo longe da Sapucaí.

“Não gosto mais de Carnaval. Porque o Carnaval é a melhor festa para a minha mãe e como ela agora não tá mais curtindo, eu deixei de… Hoje ela está acamada [com mal de Parkinson], não fala, não anda, não vê direito mais as coisas. Ela via todas as escolas. Meu pai também tá no hospital. Só tô vindo por causa dela [Ivete]”, disse, em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo.

A apresentadora disse, ainda, que Ivete é uma das poucas amizades que ela mantém entre artistas. “Eu tô aqui para ela. Tenho paixão. É minha única amiga no mundo artístico. Porque é um querendo derrubar o outro”, afirmou.


A eterna rainha dos baixinhos também comentou sua relação com Rede Globo. Ela disse que não acreditava que a emissora a mostraria durante a exibição do desfile (Xuxa apareceu durante oito segundos). Depois, emendou: “Vinte e oito anos guardados. Guardados, numa caixinha. “Chateada” não é a palavra. Eu respeito”.

Salvador (BA): Banda de bloco que gritou ‘Fora Temer’ será banida do carnaval

Do Correio24horas:

O navio pirata da BaianaSystem, que costuma arrastar multidões por onde passa, pode não navegar no mar de gente do Carnaval de Salvador em 2017. Em mais uma apresentação no Furdunço, desta vez no Circuito Osmar (Campo Grande), o líder da banda, Russo Passapusso, entoou o coro “machistas, fascistas, não passarão”, além de dar início a um “Fora, Temer”.

Russo foi acompanhado unanimemente por um público fervoroso que costuma vibrar ao som do verso “a mais de mil decibéis, virado numa goteira”, da música Playsson. De acordo com o presidente do Conselho Municipal do Carnaval de Salvador (Comcar), Pedro Costa, o ato é considerado grave e pode render à banda uma punição proporcional.

“O código de ética é claro, é terminantemente proibido que o artista use o carnaval para denegrir alguém, como foi feito pelo Baiana System. Há um risco concreto de punição grave, que seria a exclusão deles”, explicou o Pedro.

Ainda conforme o representante do Comcar, a comissão da ética vai se reunir logo após o Carnaval para assistir aos vídeos e avaliar a punição da banda. “Foi um ato de politicagem e eles não foram pagos para isso. Embora tenhamos muito orgulho de tê-los conosco nesta realização, é inaceitável e vai haver punição, sim. São 700 atrações envolvidas, se todos resolverem fazer isso, vira um palanque político”, ressalta.

O presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), responsável pela organização do Carnaval, Isaac Edington, afirmou que é imaturo assumir qualquer posição sobre o assunto em pleno Carnaval 2017. “O nosso foco agora é realizar um evento extraordinário, como está sendo”, salientou, acrescentando que é contra qualquer tipo de censura.


“Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo. Essa frase, atribuída a Voltaire, demonstra um pouco a forma como eu vejo esse assunto”, disse ao CORREIO

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Artista Plástico potiguar processa escola de samba paulistana por plágio







Por interino

Uma simples pesquisa em um site de busca na internet sobre cultura nordestina, em dezembro de 2016, se transformou em um grande problema para o cientista social e artista plástico Erick Lima. Especialista em xilogravura, Erick se deparou com duas de suas obras compondo a identidade visual do enredo da Escola de Samba Dragões da Real, que integra o grupo especial das escolas de samba de São Paulo.

Com o enredo “Dragões canta Asa Branca”, homenagem ao povo nordestino, a Escola não apenas utilizou as obras para compor a identidade visual do enredo para o Carnaval 2017, como também se apropriou das mesmas para produção da sua camisa oficial do carnaval desse ano, vendida em sua loja virtual ao preço de R$ 49,90, e em canecas, vendidas à R$ 29,90. Além de ilustrar figurinos e imagens de divulgação em redes sociais.

Trabalhando há uma década com xilogravura, Erick jamais havia passado por situação semelhante, na qual suas obras fossem utilizadas sem autorização. O uso indevido do seu trabalho levou o artista plástico a entrar na justiça com uma ação de indenização por danos morais e materiais.

“Ser artista no Brasil não é uma tarefa das mais fáceis, não que se procure por facilidade, mas o que se observa na prática é que para sobreviver em nosso país o artista muitas vezes precisa desempenhar outra função no mundo do trabalho, sendo dessa outra, em regra, de onde tira o seu sustento. Para mim, é decepcionante ver o escamoteamento da minha arte dessa forma”, afirma Erick.

As obras podem ser facilmente identificadas como de autoria do artista. Ao serem pesquisadas em sites de buscas na internet, remetem direto para o blog da Casa do Cordel, o qual disponibiliza os contatos pessoais para quem se interessar pelas mesmas. É, inclusive, dessa forma, que o artista é contactado para firmar contratos de sessão de imagem e venda de obras para variados fins, seja para compor um quadro, ilustrar livros, cordéis, etc.

No último dia 13, a justiça determinou liminarmente, por meio de decisão da juíza Rossana Alzir Diógenes Macedo, da 13ª Vara Cível de Natal, “a apreensão dos exemplares que se encontrarem no endereço da empresa ré, bem como a suspensão da divulgação das obras mencionadas”. A Escola de Samba Dragões da Real foi oficialmente notificada nesta segunda-feira (20), às 13h02, mas ainda não se pronunciou sobre o assunto.

O artista aguarda agora o julgamento do mérito da ação. “Considero que o fato poderia ser um lisonjeio se fosse feito através do devido reconhecimento da minha arte por uma escola de samba do grupo de elite de um dos carnavais mais famosos do mundo, todavia, minhas obras estão sendo utilizadas sem a minha autorização, além de terem sido manipuladas graficamente, sendo transformadas em uma só imagem, e ainda retiraram as iniciais que me identificavam como autor, com o claro propósito de apropriação indevida do meu trabalho”, conclui Erick Lima.

Poço Branco (RN): Carnaval 2017


domingo, 19 de outubro de 2014

Globeleza está em crise: mulatólogo pede R$ 1 milhão para escolher nova musa


globeleza Globeleza está em crise: mulatólogo pede R$ 1 milhão para escolher nova musa
Nayara, a Globeleza do ano passado, que não agradou (Foto: Reprodução/Globo)
Está a maior confusão na Globo com a escolha de uma nova Globeleza para o Carnaval de 2015.
Depois de Valeria Valenssa, a emissora não consegue mais encontrar uma moça que a substitua e agrade ao público. Nayara Justino, a Globeleza do ano passado, foi supercriticada e afastada por rejeição do público.
Agora a Globo procurou o mulatólogo Júlio César, maior descobridor de mulatas do Brasil, e lhe deu a missão de arrumar uma mulher à altura de Valenssa.
Mas, como o título de Globeleza está quase falido, ele sabe que terá trabalho para achar uma mulata e resgatar o prestígio do posto. E disse que não aceita menos de R$ 1 milhão para assinar o contrato e ainda associar seu nome a este fracasso da Globo.
Em 2014, ele chegou a alertar a emissora que Nayara não tinha o perfil de Globeleza, mas não quiserem ouvi-lo. Deu no que deu...