Em última análise, o urucum poderia ser um ingrediente chave de um novo
superprotetor solar
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| Imagem Ilustrativa: O composto em questão é chamado bixina |
Por Redação
Pesquisadores descobriram algumas propriedades
especiais do aditivo alimentar natural urucum: propriedades que podem bloquear
o desenvolvimento de certas células cancerígenas da pele em camundongos.
Aparentemente, o colorau, que foi muito usado por
tribos antigas como pintura de corpo, e agora é mais fácil de ser encontrado
como corante alimentar, contém um composto que impede a formação de células
cancerígenas provocadas pela radiação ultravioleta.
O composto em questão é chamado bixina, e foi
descoberto como parte de testes à procura de moléculas para ativar a via Nrf2
do corpo, que ajuda a fortalecer as células humanas contra a exposição a
agentes cancerígenos.
A descoberta foi feita por uma equipe da University
of Arizona College of Pharmacy, e os testes já foram iniciados em ratos em
laboratório. Os animais que foram injetados com bixina mostraram uma reação à
radiação UV muito menor do que aqueles que não foram, o que comprova a teoria
de que o composto bloqueia as células cancerosas de alguma forma.
Georg Wondrak, que liderou o estudo, acredita que o
composto induz as células à produção de antioxidantes protetores e fatores de
reparação impedindo as células cancerosas de se formarem. “Se você evitar
queimaduras solares, poderá evitar também um maior risco de formação do câncer.
Essa é a lógica”, disse Barbara Wondrak Grijalva para o Tucson News.
O próximo passo é, naturalmente, ver se o mesmo
efeito pode ser reproduzido em humanos. Isso é um processo que pode demorar
algum tempo, mas considerando que o urucum já está aprovado pelo Food and Drug
Administration (FDA), dos Estados Unidos, como seguro para o consumo humano,
significa que podem haver menos obstáculos regulatórios do que o normal.
Em última análise, o urucum poderia ser um
ingrediente chave de um novo superprotetor solar, mas que funcionaria de dentro
para fora, em vez de ser aplicado sobre a pele. Os pesquisadores por trás da
descoberta acreditam que os tratamentos poderiam estar prontos em cerca de
cinco anos.
Eventualmente, os alimentos podem ter anato
adicionado para proteger contra danos da pele, envelhecimento (danos causados
pela exposição aos raios UV), e câncer da pele. “Nós só sabemos que nossos compostos podem
proteger contra queimaduras solares através de um novo mecanismo muito
interessante”, explicou Georg para
Tucson News. “Ele ajuda as células a montarem uma resposta que as
protege dos danos na pele pela luz UV: queimaduras solares”
Anualmente em todo o mundo, cerca de 2 a 3 milhões
de cânceres de pele não-malignos são diagnosticados contra 132 mil malignos.

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