Ela é considerada a múmia mais bem preservada já descoberta, de acordo com informações do New York Post.
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Divulgação
De acordo com o The Telegraph, atualmente,
o cadáver está em exposição no Museu Provincial de Hunan
|
Redação
Uma escavação feita em Mawangdui, em
1971, na província de Hunan, no sul da China, deu origem a uma das maiores
descobertas arqueológicas do país. A abertura revelou três múmias, pertencentes
a família da dinastia Han: Li Cang, o marquês de Dai, um homem de 30 anos que
poderia ser seu irmão, e Xin Zhui, a esposa do marquês. Atualmente conhecida
como “Lady Dai”, ela é considerada a múmia mais bem preservada já descoberta,
de acordo com informações do New York Post.
A família, de acordo com
historiadores, era rica, poderosa e levava uma vida luxuosa, regada de bens e
comidas da melhor qualidade, que foi mantida mesmo após a morte. As câmaras
funerárias continham toda sorte de itens requintados, com mais de 300 peças, incluindo
seda, instrumentos musicais e representações de servos domésticos, de acordo
com um artigo publicado pela Archaeology Archive.
Uma seleção de cerca de 70 deles foi
exposta em uma galeria de Nova York em 2009. Entre eles estava o túmulo de Lady
Dai, uma múmia intacta descoberta no interior de quatro caixões. Como estava
muito bem preservada, especialistas e médicos foram capazes de realizar uma
autópsia completa do corpo, incluindo exames de sangue e ginecológicos.
Ao que tudo indica, a múmia ainda
teria preservado sangue, pele, órgãos internos intactos, cabelos e cílios. A
autópsia revelou que a mulher estava acima do peso, com pressão arterial alta,
apresentava artérias obstruídas, doença hepática, cálculos biliares, diabetes e
coração severamente danificado.
Ela teria falecido devido a um ataque
cardíaco, em razão do estilo de vida negligente que levava, motivo pelo qual
foi apelidada como “A Múmia Diva”. Cientistas também consideraram que este
poderia ser o mais antigo caso de doença cardíaca já relatado. De acordo com
registros, o corpo de Xin Zhui foi envolto em 20 camadas de seda e imerso em um
líquido ligeiramente ácido, além de ter sido selado em mais de um caixão, que
juntos foram embalados em cinco toneladas de carvão e argila.
Como o túmulo era hermético, as
bactérias não foram capazes de prosperar. No entanto, o fato de ela ter sido
mantida tão bem preservada por mais de 2.100 anos ainda é um mistério que
intriga especialistas.
De acordo com o The Telegraph,
atualmente, o cadáver está em exposição no Museu Provincial de Hunan.
Fonte: Jornal Ciência

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