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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Petrobras investe R$ 3 bilhões para modernizar plataformas na Bacia de Campos

Estatal faz a maior contratação de serviços desde início da Lava-Jato

Petrobras faz profunda reforma em 39 plataformas de petróleo na Bacia de Campos. Foto de divulgação. Na foto, a P-37

RIO - A Petrobras encerra o ano com a maior contratação de serviços desde 2014, quando foi abalada pelo esquema de corrupção revelado pela Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. Desde então, a companhia paralisou todas as grandes contratações, como o Comperj. A estatal está fazendo uma profunda reforma em 39 plataformas de petróleo na Bacia de Campos, visando a aumentar a produção. O número representa cerca de 75% das 53 unidades existentes no local. Dividida em três licitações, a expectativa é que a nova leva de encomendas receba investimentos de R$ 3 bilhões e gere pelo menos três mil empregos diretos, de acordo com projeções da Abespetro, associação que reúne empresas prestadoras de serviços para a indústria petrolífera.

A contratação de serviços, considerada a maior da história da Bacia de Campos, vai beneficiar principalmente a cidade de Macaé, no Norte do Estado do Rio. A expectativa de geração de vagas domina as conversas dos trabalhadores do setor, e muitos já pensam em voltar para a cidade, uma das mais afetadas nos últimos anos pela crise provocada pela redução dos investimentos da Petrobras e pela queda do preço do petróleo, com o fechamento de cerca de 40 mil vagas. Empresários da região também indicam um aquecimento na procura de companhias do setor.

A Petrobras está realizando neste momento uma licitação dividida em três lotes para serviços de manutenção em 25 plataformas. Participam da concorrência 19 empresas nacionais e estrangeiras. Segundo a estatal, a contratação será concluída até abril, com a mobilização do serviço a partir de junho de 2018. O valor estimado deve superar a cifra de R$ 1 bilhão, e a expectativa é a geração de mil vagas.

Uma outra licitação está prevista com prazo de entrega das propostas para este mês. Neste caso, são dois lotes que envolvem serviços em 14 plataformas. Essa licitação também deve gerar investimentos da ordem de R$ 1 bilhão e mais mil postos de trabalho. Para 13 dessas unidades, a Petrobras realizou uma primeira licitação meses atrás, que foi dividida em quatro lotes, com expectativa de movimentar outro R$ 1 bilhão. Concluída em agosto, levaram os contratos as companhias O Engenharia, da francesa Vinci, e a CSE, da Aker.

NÍVEL DE CONSULTA PRÉ-CRISE

Todas as licitações envolvem serviços de manutenção das plataformas, de pintura a troca de diversos componentes, como tubulações, e serviços de caldeiraria. Esses contratos englobam a encomenda para construção e, depois, a instalação dos equipamentos nas plataformas.

— As três concorrências em andamento vão criar mais de três mil vagas a partir de 2018 na região de Macaé. Um indicador inequívoco da retomada da atividade no setor petroleiro — destacou Telmo Ghiorzi, diretor da Abespetro.

Ghiorzi disse ainda que as licitações da Petrobras vão contribuir para aumentar a produção de petróleo na Bacia de Campos, que responde por 44% da produção nacional de petróleo, com um total de 1,483 milhão de barris por dia. A região vem perdendo espaço para o pré-sal da Bacia de Santos, que já responde por 44,7% da produção nacional, com 1,507 milhão de barris diários.

— No Brasil, apenas 24% do petróleo presente nas jazidas são de fato produzidos. É um valor baixo. E esses serviços de manutenção certamente vão ajudar a aumentar a produção desses campos. No mundo, esse percentual médio é de 35%, chegando a 70% em alguns lugares — completou Ghiorzi.
Maurício Almeida, presidente da Associação Brasileira de Engenharia da Construção Onshore, Offshore e Naval (Abecoon), diz que a as reformas das plataformas na Bacia de Campos representa atualmente a maior licitação em andamento pela estatal.

— A estratégia da Petrobras com essas licitações é reduzir a queda na produção na Bacia de Campos. Por isso, a companhia está ampliando os investimentos com essas licitações. A empresa quer renovar as plataformas. E isso é muito bom, pois vai gerar muitos empregos, sobretudo, em Macaé. As empresas já estão falando em aumento de contratação, de criação de vagas. E isso é ótimo, depois de anos de retração — disse Almeida.

Em Macaé, há otimismo. Leonardo Dias, diretor do Parque Industrial BellaVista, que reúne companhias do setor de óleo e gás, afirmou que atualmente uma empresa mostra interesse em investir no espaço a cada semana. Segundo ele, esse ritmo é o mesmo do nível pré-crise, antes de 2014. O executivo cita a chegada de quatro companhias recentemente. Somente a VRV Comércio de Equipamentos Hidráulicos e Mecânicos e a Alternativa Catering vão gerar por volta de 140 empregos.
— Além disso, estamos em negociação com outras duas empresas que estão participando das licitações da Petrobras. Mas as negociações são longas, e podem chegar a seis meses. Hoje, além de vender o terreno, montamos o projeto da base industrial como forma de agregar valor. O que percebo é que as mudanças na lei feitas pelo governo permitiram uma mudança de humor no setor — explicou Dias.

Em Macaé, onde o petróleo responde por 70% dos empregos gerados, as licitações da Petrobras podem trazer dinamismo para a cidade. Segundo projeções do prefeito da cidade, Aluízio dos Santos Júnior, a expectativa é que sejam gerados 25 mil empregos na cidade nos próximos anos. Esse número é reflexo do novo momento do setor, que inclui os planos de revitalização dos campos maduros e os leilões feitos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

— Hoje, o setor emprega cerca de 50 mil pessoas em Macaé. As reformas que a Petrobras quer fazer nas plataformas são fundamentais para gerar emprego e aumentar a produção de petróleo. O ano de 2017 foi importante pelas mudanças nas regras de operador único no pré-sal e no regime de partilha — disse o prefeito.

Do outro lado, sindicatos que representam os trabalhadores criticam a falta de informações por parte da Petrobras. Amaro Luiz Alves da Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Offshore do Brasil (Sinditob), diz que é difícil prever o volume de vagas que pode ser gerado a partir de 2018:

— De setembro de 2014 a novembro de 2017, foram 39.184 rescisões. Há empresas que não estão operando mais.
LICITAÇÕES ENVOLVENDO MUITAS EMPRESAS

O executivo da Abespetro aformou que a Petrobras tem convidado cerca de 20 empresas para participar das licitações. O número é bem diferente do período anterior à Operação Lava-Jato, quando as licitações envolviam de duas a três companhias. Segundo executivos do setor, as disputas têm sido tão acirradas que, em alguns casos, a diferença de preço nas propostas apresentadas é inferior a 1%.

— As concorrências cujos resultados já foram divulgados mostram competição acirrada e preços muito próximos entre os licitantes — comentou Ghiorzi.

Especialistas lembraram que ainda há a perspectiva de novas encomendas para o setor. A lista, dizem eles, é animadora. Eles citam as obras da unidade de processamento de gás natural do Comperj, em Itaboraí, novas plataformas de produção e até mesmo a prestação de serviços para o encerramento das atividades de algumas plataformas, o chamado descomissionamento.


— O país precisa se preparar para que a demanda por descomissionamento gere capacitação técnica — disse o diretor da Abespetro.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Após gasolina atingir recorde, Petrobras sobe preço mais uma vez, em 1,8%.


A Petrobras anunciou nesta segunda-feira, 27, que vai subir os preços da gasolina em 1,8% nas refinarias a partir de terça-feira, 28. Por outro lado, os preços do diesel serão reduzidos em 0,2%.
O aumento ocorre após a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) divulgar que, na semana passada, o preço médio da gasolina atingiu um novo recorde nos postos ao subir 2,6% na semana e superar a marca de R$ 4 por litro.

O preço da gasolina atingiu uma média de R$ 4,023 por litro, ante R$ 3,966 na semana anterior, segundo pesquisa da agência reguladora.


Foi o terceiro recorde semanal seguido dos preços da gasolina no país.


Alta de 23,2% em 5 meses A nova política de preços da Petrobras, anunciada em 29 de junho, busca seguir de perto as cotações internacionais do petróleo, que na sexta-feira atingiram o maior nível em mais de dois anos nos Estados Unidos.


Desde que os reajustes diários de preços foram adotados, há cerca de cinco meses, o preço da gasolina já subiu 23,2%, e os do diesel, 24%, de acordo com cálculos do banco Goldman Sachs.


As variações dos preços da petroleira estatal não necessariamente impactam imediatamente os preços nos postos de combustíveis, uma vez que o repasse depende da cadeia de distribuição e vendas.
A gasolina tem renovado máximas nominais (sem considerar a inflação) nas bombas em uma série histórica da ANP iniciada em 2013, impulsionada também pela decisão do governo federal de elevar tributos dos combustíveis (PIS/Cofins) no fim de julho.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Petrobras anuncia queda de 0,20% no preço da gasolina e alta de 1,40% no diesel


A Petrobras anunciou um novo reajuste para os combustíveis, com queda de 0,20 % no preço da gasolina nas refinarias e aumento de 1,40 % no preço do diesel. Os novos valores valem a partir da terça-feira, dia 24. A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores.

Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente. Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

quarta-feira, 1 de março de 2017

#1997 - A INFLUÊNCIA DA PETROBRAS NA MORTE DO JORNALISTA PAULO FRANCIS

A Petrobras matou Paulo Francis, um dos mais brilhantes e polêmicos jornalistas da historia do país. É o que diz alguns de seus amigos desde que ele morreu de infarto, aos 66 anos, em 04/02/1997, no seu apartamento em Nova York.

Na época, ele estaria abalado emocionalmente por ser réu em um processo movido por diretores da Petrobras. A indenização exigida era de 100 milhões de dólares.

No ano anterior, durante uma edição do Manhattan Connection, então produzido para o canal por assinatura GNT, Francis afirmara que o alto comando da empresa praticava corrupção e vários de seus dirigentes mantinham dinheiro de propina em contas na Suíça:

Francis: "Os diretores da Petrobras todos põem o dinheiro lá...(Suíça) tem conta de 60 milhões de dólares..."

Lucas Mendes: "Olha que isso vai dar processo..."

Francis: "É...um amigo meu advogado almoçou com um banqueiro suíço e eles falaram que bom mesmo é brasileiro (…) que coloca 50 milhões de dólares e deixa lá".

Lucas Mendes: "Os diretores da Petrobras tem 50 milhões de dólares?"

Francis: "Ahh é claro... imaginem... roubam... superfaturamento...é a maior quadrilha que já existiu no Brasil".

Francis não deu nomes dos diretores. Nem citou fontes. No próprio programa, o número variou de US$ 50 milhões para 60 milhões e a Petrobras acabou processando o jornalista na justiça americana, sob alegação de que o programa seria transmitido nos Estados Unidos para assinantes de canais brasileiros na TV a cabo.

Amigos fizeram o possível para livrar o jornalista da guerra judicial. Chegaram a apelar ao então presidente Fernando Henrique Cardoso, que tentou, em vão, convencer os diretores da Petrobras a desistir da ação.

Como Paulo Francis acusou sem provas, tinha a certeza que seria condenado e pagaria indenização milionária aos diretores da estatal. Com a iminência do processo, ele sofreu estresse profundo e acabou por morrer de um ataque cardíaco, diagnosticado, em seus primeiros sintomas, como uma simples bursite.

Em 23/12/2014, 17 anos depois da morte de Paulo Francis, o apresentador Lucas Mendes fez uma espécie de desagravo no mesmo Manhattan Connection, agora exibido no canal Globo News.

Mendes, que dividia bancada com ele na TV e um dos primeiros a chegar ao seu apartamento e encontrá-lo morto, lembrou que os crimes agora comprovados pelas investigações da Operação Lava Jato coincidem com as acusações lançadas por Francis.

Fontes: Portal Terra, Portal BBC e Wikipédia.

Texto Extraido da Pagina: FATOS HISTÓRICOS BRASILEIROS