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segunda-feira, 7 de março de 2022

Ação solidária da LBV em prol da educação, assiste o Distrito de Piquiri em Canguaretama no RN

A Instituição entregou kits de material pedagógico e cestas de alimentos para garantir a permanência na sala de aula e a segurança alimentar a toda família 

       Acreditando que a educação pode mudar o futuro de crianças e adolescentes, a Legião da Boa Vontade - LBV, promove a  Campanha LBV – Educação: Futuro no Presente!, que ampara alunos com kits de material pedagógico (cadernos em espiral e brochura, canetas, lápis, borracha, giz de cera, lápis de cor, canetinhas hidrográficas, tesoura, régua dobrável, estojo e mochila), como incentivo a permanência na sala de aula, e não deixem os estudos por falta do material escolar.   
 
        Diante dessa mobilização, a Instituição, esteve na última sexta-feira, 04 de março, na Escola Municipal Tempo Integral José Pereira da Silva, localizada no Distrito de Piquiri em Canguaretama, para entregar kits de material escolar, para 80 crianças e adolescentes que estudam na localidade. A felicidade estava estampada nos olhares dos alunos da unidade escolar, como a pequena Ellen, 12 anos, que nos contou seu sonho, ser médica, por achar a profissão muito importante ao próximo. Ao receber o material, falou da alegria em continuar os estudos, e fez um pedido todo especial. “Agradeço muito o que ganhei para estudar, muitas crianças não tem o material para vir à escola, então em nome delas, pedimos que cada doador, continue nos ajudando”, disse.
 
        Além do kit pedagógico, cada representante familiar recebeu uma cesta de alimentos para a garantia da segurança alimentar no lar, foram mais de 1 tonelada e duzentos quilos em alimentos, os quais amenizarão os impactos gerados pela pandemia da Covid-19. A sra. Maria Noêmia Roque, 40 anos, mãe de dois alunos da escola assistida pela LBV no município, declarou que seus recursos financeiros são escassos, e que neste momento enfrentado da pandemia da Covid-19, não tem conseguido comprar o alimento necessário para o lar. “O pouco que ganho, mal tem nos permitido comprar o alimento básico para meus filhos, neste início de ano, havia comprado apenas caderno, lápis e caneta. A doação da LBV chegou em boa hora, que além do material escolar, recebemos também uma cesta de alimentos, que ajudará e muito. Agradeço a todos vocês que nos ajudaram”.  
 
Acompanhe as ações realizadas pela Legião da Boa Vontade nas redes sociais, pelo endereço @LBVBrasil no Facebook e no Instagram.  
 
A Solidariedade não pode parar  
Sua doação proporciona alimento na mesa de quem enfrenta a fome, e o incentivo as crianças na permanência na sala de aula, com o apoio do material escolar. Para ajudar a iniciativa solidária, faça doações via transferência bancária pelo PIX: e-mail: pix@lbv.org.br ou pelo telefone: 0800 055 50 99.

AO DOAR INFORME QUE VIU AQUI NO BLOG DO JONY EDSON.   

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Toneladas de Solidariedade


Iniciativa da LBV mobiliza sociedade em prol do Natal de milhares de pessoas no Rio Grande do Norte


Não é novidade que milhares de brasileiros reduziram quantidade e qualidade do que ingerem diariamente. Ficar sem comer por 24 horas ou mais é a realidade de quase 20 milhões de pessoas no país. A dúvida se haverá alimento diariamente afeta mais de 24,5 milhões de cidadãos. Além do mais, a incerteza também toma conta de outros 74 milhões de mulheres e homens que não sabem se irão passar por isso.


Esses dados refletem o cotidiano de 116,8 milhões de pessoas que estão vivendo em situação de insegurança alimentar no Brasil, conforme mostra o Inquérito Nacional da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan). Vale ressaltar que, no país, 41,1% da força de trabalho está na informalidade, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Por isso, a Legião da Boa Vontade (LBV) tem intensificado suas ações emergenciais para atender as famílias mais vulneráveis. No mês de dezembro, a Instituição promove sua tradicional campanha Natal Permanente da LBV — Jesus, o Pão Nosso de cada dia!, para fortalecer o espírito de Solidariedade e angariar doações em prol de quem mais precisa, assegurando-lhes o direito à alimentação. A Entidade está arrecadando itens que compõem as cestas de mantimentos. 


A meta é entregar 50 mil cestas de alimentos não perecíveis, as quais vão beneficiar famílias em vulnerabilidade social e em risco alimentar atendidas pela Instituição e por Entidades parceiras em 250 cidades brasileiras.


Aqui no estado, a Instituição, mobiliza a sociedade civil, para que juntos possamos assistir mais de 1.679 famílias em vulnerabilidade social dos municípios Baía Formosa, Canguaretama, Ielmo Marinho, Lajes, Lajes Pintadas, Macaíba, Natal, Pedro Avelino, Pedro Velho, Vila Flor, São José do Seridó, São Tomé, Taipu e Vera Cruz, serão mais de 30 toneladas em alimentos a serem entregues. 


Você pode doar os itens ou o valor que puder. Faça doações via transferência bancária pelo PIX: pix@lbv.org.br, acessando o site da Instituição: www.lbv.org.br.


Ou indo pessoalmente a Unidade Socioassistencial em Natal/RN, localizado à Rua dos Caicós, 2148 - Dix-Sept Rosado – Informações: (84) 3613.1655.


AO FAZER SUA DOAÇÃO, INFORME QUE VIU A MATÉRIA NO BLOG DO JONY EDSON.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

POÇO BRANCO (RN): DO FUNDO DO BAÚ, ROMPIMENTO DA BARRAGEM EM 1964

Algumas imagens da enchente de 1964 quando a Barragem de Poço Branco se rompeu e causou todo esse transtorno na ponte rodoviária e na ferroviária.

Ponte rodoviária da BR 406 em Taipu destruída na enchente causada pelo
rompimento da barragem de Poço Branco,  1964. Fonte: arquivo das irmãs do ICM

Ponte ferroviária do Umari destruída enchente causada pelo rompimento da
barragem de Poço Branco, 1964. Foto: arquivo da PNS

helicóptero em Taipu em resgate aos desabrigados da enchente de 1964.
Segundo os mais antigos foi a primeira vez que se viu uma aeronave na cidade.
Rompimento da barragem de Poço Branco em 1964

As paginas do Jornal do Brasil de 1964 tratavam da hecatombe que ocorreu no vale do rio Ceará Mirim pelo rompimento da barragem de Taipu (Poço Branco). Com o titulo “Barragem rompe no Nordeste” a noticia da edição do Jornal do Brasil noticiou na edição do dia 6 de maio de 1964 o rompimento da barragem de Poço Branco. Eis o que dizia a matéria à pagina 12 da referida edição:

"Rompeu-se no Rio Grande do Norte causando prejuízos incalculáveis à lavoura, a barragem de Taipu, localizada no Vale do rio Ceará-Mirim – região açucareira - e estão quase submersas as cidades de Taipu, Poço Limpo e Ceará-Mirim esta de cerca de 50 mil habitantes. Os dois sangradouros de emergência, feitos com emprego de dinamite, domingo passado, não foram bastante para dá vazão as águas."

Um erro de impressão trocou o nome de Poço Branco por Poço Limpo. O destaque aqui é para as providencias improvisadas pelos engenheiros da barragem que dinamitam dois sangradouros para dá vazão ao acumulo de água que não surtiu efeito vindo a ocorrer o rompimento da barragem e o deslocamento do governador do estado, Aluizio Alves, ao tomar conhecimento da tragédia.

O governador Aluizio Alves, logo que soube da tragédia deslocou-se de helicóptero para a região assolada, onde se dirigiu pessoalmente as medidas de emergências requeridas.


Ponte destruída pela força da enchente da
barragem de Poço Branco, 1964. Foto: arquivo da PNSL.

Visita do governador Aluizio Alves as vitimas da enchente em
Taipu ao lado a irmã Natalina Rossetti, ICM, 1964. Foto: arquivo da PNSL.

Ponte ferroviária do Umari destruida enchente causada pelo rompimento
da barragem de Poço Branco, 1964. Foto: arquivo da PNSL.
Perdas que ocorreram em virtude da tragédia da barragem de Taipu

Com o titulo da matéria que dizia “Águas do Taipu arrombado levou mais 50% da lavoura do Ceará-Mirim” a edição do dia 9 de maio de 1964 a página 13 trazia as noticias das perdas que ocorreram em virtude da tragédia da barragem de Taipu, eis o que dizia o corpo do texto:

Natal (do correspondente)- mais de cinquenta apor cento dos canaviais situados no Vale do Ceará-Mirim no Rio Grande do Norte perderam-se em virtude da enchente provocada pelo arrombamento da barragem de Taipu verificada há cinco dias.Passada a fase inicial de perigo, estão sendo feitos levantamentos para se avaliar a extensão dos prejuízos das plantações, casas e benfeitorias.Informa-se que o canavial, principal riqueza da região,só não  foi destruído em virtude do seu enraizamento profundo. Segundo dados dos levantamentos feitos até ontem mesmos nos locais mais atingidos pelas águas não excederam a setenta por cento, enquanto nas mais bem situados o prejuízo foi de trinta por cento.

O mesmo não aconteceu com as plantações de menor porte como bananeiras, cereais, verduras e hortaliças que sofreram prejuízos totais. Em virtude das enxurradas que levavam tudo à sua passagem. Houve também inúmeros desabamentos principalmente das casas de taipa.Pequenos aterros, canais de irrigação e outras benfeitorias ficaram seriamente danificados.

Apesar da diminuição das águas a intensidade da enchente continuou invadindo o vale, embora já se começasse a avistar os pontos mais altos. Contudo um novo problema estava surgindo, constituído do grande numero de cobras que foram trazidas do alto sertão para os locais habitados.

Estado de calamidade no Rio Grande do Norte.

Em 8 de julho de 1964 as noticias eram sobre o estado de calamidade no Rio Grande do Norte ocasionado pelo rigoroso inverno que se verificou naquele ano e que levou destruição a vários municípios do estado como atesta a matéria da página  9 do referido jornal a matéria dizia que o governador Aluizio Alves deveria decretar estado de calamidade em virtude da situação por qual passava o estado devido o intenso inverno verificado naquele ano de 1964, que segundo o jornal, chovia intensamente há 79 dias:

Para se ter uma ideia do estado calamitoso transcrevemos a seguir a situação de algumas cidades do estado, incluindo Taipu.

Nova cruz: [...] é das piores a situação no município de Nova Cruz ‘totalmente isolado do Estado’. A cidade está inundada, com mais de 80 casas cercadas pelas águas [...] a enchente é a maior já ocorrida em Nova Cruz. ´

Pedro Velho: É outra cidade inundada. Pontes ruíram e não possibilidade de utilização das rodovias e ferrovias.

Canguaretama: A situação é um pouco melhor embora existam 250 pessoas ao desabrigo.

Nísia Floresta: O governo recebeu pedido de envio de vacinas.

Taipu: Em Taipu as ultimas chuvas prejudicaram todo o trabalho de recuperação da barragem local, que em abril do ano passado ruiu destruindo varias pontes. Também estão inutilizados os serviços da Rede Ferroviária Federal para restabelecer o trafego interrompido desde abril de 1963.

Diante de tal situação o governador decretou o estado de calamidade e aguardava a ajuda do governo federal para solucionar os efeitos devastadores do rigoroso inverno de 1964.


Fonte: Crônicas Taipuense

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Conheça a história dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, no RN

Em 1645 moradores de São Gonçalo do Amarante resistiram aos holandeses.
Mais de 80 pessoas foram mortas e 30 vítimas beatificadas pelo papa.

Do G1 RN

Monumento aos Mártires de Cunhaú e Uruaçu,
em São Gonçalo do Amarante, no RN (Foto: Wagner Varela)
A cultura religiosa nas cidades de São Gonçalo do Amarante e Canguaretama, no interior do Rio Grande do Norte, está fortemente ligada à figura dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu. Também conhecido como Protomártires do Brasil, este é o título dado aos cristãos martirizados nos dois municípios em 1645 em decorrência das invasões holandesas no Brasil. Mais de 80 fiéis da Igreja Católica foram mortos; destes, 30 foram martirizados pelo papa.

O primeiro massacre aconteceu na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho de Cunhaú, em Canguaretama; O segundo em Uruaçu, comunidade do município de São Gonçalo do Amarante.

Tudo começou quando os holandeses tomaram a iniciativa de invadir o nordeste brasileiro para cobrar as dívidas dos portugueses que construíram engenhos com dinheiro emprestado pela Holanda.

Cunhaú
O massacre de Cunhaú, ocorrido no primeiro engenho construído em território potiguar, é considerado um dos mais trágicos da história do Brasil. Em 1645, o estado do Rio Grande (católico) era dominado pelos holandeses (calvinistas). Jacob Rabbi, um alemão a serviço do governo holandês, chegou ao engenho no dia 15 de julho daquele ano. Porém, ele já era conhecido pelos moradores da região, pois havia passado por lá anteriormente, sempre escoltado pelas tropas dos índios Tapuias. No dia seguinte, como de costume, os fiéis se reuniram para celebrar a eucaristia e foram à missa na Igreja de Nossa Senhora das Candeias. O pároco, padre André de Soveral, começa a cerimônia. Depois do momento da elevação do Corpo e Sangue de Cristo, as portas da capela foram fechadas, dando-se início a violência ordenada por Jacob.


Uruaçu
O massacre de Uruaçu aconteceu no dia 3 de outubro de 1645, três meses depois do ocorrido em Cunhaú, também a mando de Jacob Rabbi. Dizem os cronistas que, logo após o primeiro massacre, o medo se espalhou pela Capitania. Receosa, a população tinha medo que novos ataques acontecessem. Segundo a história, neste segundo massacre as tropas usaram mais crueldade. Depois da elevação, fecharam as portas da igreja e os fiéis foram mortos ferozmente. As vítimas tiveram as línguas arrancadas para que não fossem proferidas orações católicas. Além disso, tiveram braços e pernas decepados. Crianças foram partidas ao meio e degoladas. O celebrante da missa, o padre Ambrósio Francisco Ferro, foi muito torturado. O camponês Mateus Moreira teve o coração arrancado. E, ainda vivo, exclamou: "Louvado seja o Santíssimo Sacramento".


Beatificação
Em reconhecimento ao feito dos Mártires de Uruaçu, em 16 de junho de 1989 o processo de beatificação foi concedido pela Santa Sé. Em 21 de dezembro de 1998 o papa João II assinou o decreto reconhecendo o martírio de 30 brasileiros, sendo dois sacerdotes e 28 leigos.


A celebração de beatificação aconteceu na Praça de São Pedro, no Vaticano, no dia 5 de março de 2000. A cerimônia religiosa foi presidida pelo papa João Paulo II. No Local do Massacre foi erguido o Monumento dos Mártires em memória dos Bem-Aventurados. O espaço é aberto aos turistas e religiosos, e a cada mês de outubro recebe centenas de fiéis de todas as partes que acompanham as celebrações e festividades em homenagem aos mortos.

Homenagem
Em homenagem ao morticínio, foi erguido um monumento na localidade de Uruaçu, próximo aonde ocorreu o martírio, denominado 'Monumento aos Mártires', que foi inaugurado no dia 05 de dezembro de 2000 com a presença de aproximadamente 15 mil pessoas, incluindo diversas autoridades eclesiásticas e governamentais.


O local abrange uma área de dois hectares, doada pela família Veríssimo, proprietária da fazenda. O Monumento aos Mártires foi projetado pelo arquiteto Francisco Soares Junior, tendo capacidade para receber 20 mil peregrinos. Atrás do palco há um painel medindo 30 metros. O Capelão do monumento é o Padre Antônio Murilo de Paiva.

A cidade se encontra receptivo a todos que buscam reafirmar sua fé, conhecendo o local que foi palco de um grande massacre. No dia 03 de outubro é feriado estadual em comemoração ao Dia dos Mártires de Uruaçu e Cunhaú, segundo Lei Nº 8.913/2006.