A busca pelo submarino argentino San Juan, que está desaparecido há 18 dias, se concentra neste domingo (3) em um ponto do Oceano Atlântico a 950 metros de profundidade, informaram fontes oficiais.
Em seu boletim diário sobre a operação de busca, o porta-voz da marinha argentina, Enrique Balbi, disse que o equipamento submersível russo de operação remota tentará descer até esse ponto.
Marinha expressou neste sábado, 2, sua 'tremenda
dor' pela perda dos 44 tripulantes do submarino ARA San Juan, que desapareceu
no dia 15 de novembro
A Marinha da Argentina expressou neste sábado, 2, sua “tremenda
dor” pela perda dos 44 tripulantes do submarino ARA San Juan, que desapareceu
no dia 15 de novembro.
“O ambiente externo, o tempo transcorrido e a falta de qualquer evidência
impedem sustentar um cenário compatível com a vida humana”, disse o porta-voz
da Marinha, capitão Enrique Balbi.
“Nesse momento de tremenda dor que afeta todos os argentinos, a Marinha
reitera categoricamente seu compromisso de continuar com a busca do submarino
até esgotar todos os meios ao nosso alcance”, completou o porta-voz.
Além disso, Balbi afirmou que a Marinha seguirá acompanhando os
familiares dos tripulantes e auxiliando em suas necessidades, sem um limite de
tempo, nesse momento de dor e perda para todos.
Ato de 19 de novembro no estádio de Atlanta. Falarão os dirigentes do sindicalismo combativo e referências como Myriam Bregman, Néstor Pitrola e Juan Carlos Giordano. O encerramento será com Nicolás del Caño.
No que será um fato inédito nos últimos anos, e dando conta do crescimento de suas forças, a Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT, na sigla em espanhol) convoca um grande ato nacional em um estádio de futebol aberto.
Será no estádio Atlanta, no sábado 19 de novembro, e contará com oradores do sindicalismo combativo como Claudio Dellecarbonara e o Pollo Sobrero, e referências da esquerda como Myriam Bregman, Néstor Pitrola e Juan Carlos Giordano.
O encerramento do ato ficará a cargo do candidato da esquerda à presidência, Nicolás del Caño.
Sobre a base de uma declaração política, a Frente de Esquerda convoca milhares de trabalhadores, mulheres e jovens a lotar Atlanta para por de pé uma grande tribuna independente dos capitalistas, por uma alternativa da classe operária.
É um chamado aos milhares que querem enfrentar os tarifaços, as demissões, e defender o salário. Às que saíram às ruas para gritar "Nenhuma a menos!" e neste fim de semana protagonizaram um grande Encontro Nacional de Mulheres em Rosário. Aos que cerram fileiras contra a burocracia sindical que não chama uma forte paralisação nacional e é cúmplice do ajuste. À juventude trabalhadora e estudantil que luta por seus direitos em todo o país.
Por uma alternativa política dos trabalhadores
O documento de convocatória, acordado com base em uma proposta que apresentou o PTS à Mesa Nacional da FIT, e que foi aceito sem modificações substanciais, apresenta a Frente de Esquerda como a única variante de esquerda e de independiência política frente ao governo macrista e frente às distintas variantes de oposição peronista como Massa, o PJ e o kichnerismo, que representam outras frações burguesas sempre subordinadas ao grande capital.
A declaração da FIT denuncia que "como representante dos interesses do grande capital, o governo de Macri vem levando adiante um plano de ajuste e de ataque às conquistas dos trabalhadores (...) O pagamento dos fundos de abutre, a lavagem de dinheiro e os brutais tarifaços nos serviços públicos são só uma amostra da política deste governo, a serviço dos grandes empresários e das multinacionais, das patronais do campo, dos bancos e do imperialismo."
Ao mesmo tempo, o chamado ao ato adverte que "a política do governo nacional é compartilhada em seus alinhamentos centrais por distintas variantes da oposição patronal, como o expressam os ajustes levados a cabo - inclusive com uma brutal repressão e perseguição aos que luta - pelos governos da FpV/PJ em suas províncias (como Tierra del Fuego, Santa Cruz e Santiago del Estero, entre outras) e o apoio que eles deram no parlamento, tanto as diferentes variantes do FpV/PJ como a Frente Renovador, às principais leis impulsionados pelo macrismo (pagamento aos fundos de abutres, a regularização de ativos, novos membros da Corte Suprema, entre outras)" .
Sobre a força liderada por Sergio Massa, o documento diz que "as propostas da Frente Renovador de ’defesa das Pequenas e Médias Empresas’ ou do ’trabalho nacional’ não implicam em nenhuma medida frente a cobrança do capital financeiro e aos tarifaços a favor das privatizadas. Suas propostas supostamente ’protecionistas’ só servem de desculpa para fomentar uma maior precarização do trabalho: em última análise, recorrem à concorrência internacional para promover rebaixamento do salário e das condições de trabalho".
Neste marco, o documento reivindica que "a Frente de Esquerda surgiu em 2011 defendendo a independência política da classe operária desde uma perspectiva anticapitalista e socialista (...) A Frente de Esquerda rechaçou a variante fracassada de submissão aos blocos e partidos capitalistas, como ocorreu com a centro-esquerda; também se delimitou dos governos "nacionalistas" ou "progressistas" latino-americanos que, inclusive quando protagonizaram tensões com o imperialismo, preservaram as relações capitalistas de propriedade. Defendendo a luta por um governo de trabalhadores (...), entendendo esta consigna no sentido antiburguês e anticapitalista. Defendendo a luta pela unidade socialista da América Latina, contra a falsa verborragia destes governos sobre a "integração latino-americana", que encobriu a continuidade da submissão ao capital imperialista".
Sobre a burocracia sindical, a convocatória denuncia que apesar dos ataques, "a CGT nem sequer chamou uma paralisação de domingo, porém mesmo que o fizesse, estaria longe de ser parte de um plano de luta para iniciar o caminho para derrotar o ajuste. As CTA, por sua vez, são parte da política kichnerista de utilizar a oposição ao macrismo para levar-lá atrás da política de conciliação de classes, como ficou claro na convocatória realizada junto às câmaras de empresários e políticos do FpV à Marcha Federal".
Por isso o documento reafirma que "viemos exigindo às centrais sindicais que rompam com a trégua e convoquem uma grande paralisação contra as demissões, o ajuste e os tarifaços, com mobilização de centenas de milhares em todo o país, como parte do plano de luta progressivo até derrotar o plano anti-operário e anti-nacional do governo. Além disso, combatemos a criminalização dos protestos, como a tentativa de derrubada de dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Tierra del Fuego (SUTEF), a tentativa de aplicar a decisão da Corte para limitar o direito de greve dos ferroviários de Sarmiento, que então em luta aberta contra a patronal, o governo e a burocracia sindical; a perseguição de delegados da linha 60, o repúdio aos ataques contra a oposição no sindicato da Carne, e outros absurdos. Além disso, reivindicamos a liberdade imediata de Milagro Sala".
Frente a este panorama, a convocatória propõe que "lutemos por recuperar os sindicatos para os trabalhadores, contra a burocracia sindical, para que a classe operária possa colocar em prática seu programa de saída para a crise em benefício de todos os explorados e oprimidos da nação", e reivindicamos neste sentido as frentes únicas com o SUTNA e os SUTEBAs opositores, assim como "a experiência da oposição combativa e antiburocrática no Metrô., que se enfrenta com uma burocracia sindical abertamente kichnerista".
Para finalizar, assinala que "impulsionamos a frente única das organizações operárias para enfrentar o ajuste e promovemos a unidade de ação contra a repressão estatal e pelas reivindicações populares. Sustentamos que a luta consequente contra o governo macrista exige independência política dos partidos capitalistas. Por todo isso, convocamos a todos os trabalhadores, estudantes e setores populares a enfrentar o ajuste e desenvolver uma alternativa política própria, a partir desta campanha em todo o país, que culminará em um grande ato a se realizar em 19 de novembro no estádio Atlanta, onde se expressarão os representantes do classismo assim como também as distintas forças políticas que integramos a FIT".