domingo, 25 de maio de 2014

Mercado paga o preço da escassez


Salários mais altos para os profissionais habilitados, atração de estrangeiros e uma maior rotatividade de funcionários nas empresas estão entre as consequências da escassez de qualificação profissional na indústria eólica do Brasil, diz Élbia Melo, presidente executiva da ABEEólica. A indústria de energia eólica enfrenta dificuldades na esteira das carências de qualificação de mão de obra. O custo mais alto para contratar colaboradores é um deles
 Engenheiros estão entre os profissionais mais requisitados no setor, mas profissionais especializados nas áreas de desenvolvimento, regulação e meio ambiente, além de técnicos, também estão difíceis de encontrar no mercado. “A demora em conseguir profissionais com estas características é concreta para todas as empresas da área”, afirma o gerente executivo de desenvolvimento e operações da empresa australiana Pacific Hydro no Brasil, Leandro Ribeiro Alves. 

A empresa tem dois parques eólicos em operação na divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba - na cidade de Mataraca - e tem planos de instalar duas novas usinas no RN com investimento de R$ 650 milhões. Os projetos estão inscritos em um leilão federal previsto para junho e se forem bem sucedidos na disputa deverão sair do papel nos próximos anos. 

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